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Economia

Presidente da FIERN

24/02/2017

16:34

Amaro Sales destaca avanço das reformas e reequilíbrio para superar crise

Presidente da Fiern falou sobre as perspectivas da indústria

Por Redação

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O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern), Amaro Sales, falou em entrevista ao portalnoar.com.br sobre as perspectivas da indústria para a economia 2017.  “Se tivermos avanços nas reformas e no equilíbrio das contas públicas, o ambiente de negócios terminará sendo reanimado e o ano não será perdido”, explicou Amaro.

A entrevista também aborda temas como os efeitos da seca, investimentos em energias renováveis e a situação dos micro e pequenos empresários.

Confira entrevista na íntegra

2017 será o ano de mudanças na economia? Qual a perspectiva para a indústria?

A inflação tende a ficar sob controle. Ponto positivo para o início do ano. As reformas estão sendo seriamente discutidas. É importante, tanto para o Estado, quanto para o empreendedor. Já fui mais otimista, mas, apesar dos números e dos cenários, creio que, se tivermos avanços nas reformas e no equilíbrio das contas públicas, o ambiente de negócios terminará sendo reanimado e o ano não será perdido.

Natal sediou, neste mês de fevereiro, o Solarinvest e a Viex Américas, que reuniu especialistas para debater a energia solar fotovoltaica. Qual avaliação o senhor faz do setor de energias renováveis no Rio Grande do Norte?

É uma das mais certas apostas do Rio Grande do Norte. O nosso potencial é significativo! Os dados mais recentes da ABEEólica, CERNE e FIERN demonstram que o Rio Grande do Norte já produz, aproximadamente, um terço da energia eólica gerada no País, em torno de 3,3GW. O Rio Grande do Norte vai ampliar ainda mais esta marca. Em 2017 pode chegar a geração de 4,8GW, meta estudada pelo Plano MAIS RN e sugerida para 2020, quando considerados parques em operação, construção, contratado e vencedores de leilões. São números expressivos que já estão trazendo dividendos econômicos e sociais para o Estado.

O que falta para que as energias renováveis, de grande potencial no Estado, se consolidem como alternativas para a economia do RN?

Basicamente que tenhamos linhas de transmissão para escoar a produção. Evidentemente não queremos apenas produzir energia renovável. Desejamos que as empresas que integram a cadeia produtiva do segmento também escolham o Rio Grande do Norte para ampliação de suas fábricas e negócios. Mas, tudo começa com a contínua atenção a procedimentos mais céleres de licenciamento para os Parques e a ampliação das linhas de transmissão.

O que o Sistema FIERN tem feito e poderá oferecer para contribuir com a consolidação desse setor?

Atuamos em diversas frentes. A FIERN apoia institucional e politicamente o segmento, inclusive, temos uma Comissão Temática voltada para o setor. O SENAI e o CTGAS-ER atuam em cursos e consultorias. O SESI está dentro das empresas com Saúde e Segurança no Trabalho. O IEL também disponibiliza seus serviços para as empresas do setor de energias renováveis. Ademais, o Plano Mais RN incorporou energias renováveis como uma das estratégias mais importante de desenvolvimento para o Rio Grande do Norte. O Sistema FIERN, por todas as suas entidades e serviços, participa, apoia e prestigia o segmento de energias renováveis.

A seca é uma preocupação de toda a sociedade potiguar. Em artigo,  o senhor alerta para a necessidade de uma ação planejada para o enfrentamento de mais um ano de seca. Como deveria ser desenvolvida esta ação?

Em primeiro lugar creio que todos nós devemos compreender a gravidade do momento e nos voltarmos para o conceito de convivência, diverso do posicionamento de termos medidas “contra” as Secas. Em ato contínuo, precisamos nos reunir, articular soluções, mediar conflitos, buscar alternativas. O Governo do Estado, sendo a maior liderança institucional, deve reanimar o Comitê de Acompanhamento das medidas emergenciais e convocar a sociedade potiguar. Enfim, se tivermos um bom inverno, ótimo! Se o inverno for abaixo da média, conforme estão prevendo alguns institutos, estaremos preparados. O fenômeno climático da seca sempre existiu, continuará a existir. Para vivermos no semiárido precisamos mudar costumes e práticas. Introduzir tecnologia, novos meios de produção e limites, considerando a disponibilidade da água e o envolvimento da sociedade. Se não mudarmos corremos o sério risco de ficarmos sem água e, consequentemente, sem condições de habitar e produzir no semiárido potiguar.

A Polícia Militar inicia movimentos na direção de exigir do Governo melhores condições de trabalho, incluindo a política salarial. Considerando as ações desenvolvidas em outros estados, como a classe industrial acompanha essa movimentação?

Com respeito, mas com muita preocupação. O momento atual, onde os grupos criminosos se apresentam com força e organização, é totalmente inadequado para movimentos grevistas. Nós todos desejamos que os militares sejam melhor remunerados, entretanto, parece-me que o assunto é mais complexo… Os Estados estão em crise. O dinheiro não é suficiente para tudo que se pretende. Por outro lado, a gestão precisa prestigiar o que, de fato, é prioridade. Cobramos reformas mais profundas, medidas saneadoras onde as áreas de saúde, educação e segurança sejam realmente priorizadas. Precisamos pensar, planejar, ou seja, a solução não é simples e não pode ser pontual. A maioria deveria entender assim e, com praticidade e bom senso, deveríamos buscar soluções definitivas.

O senhor é presidente do Conselho da Micro e Pequena Empresa da CNI (COMPEM). Qual a situação da microempresa hoje no país e o que ela pode fazer para ajudar o país a superar a crise?

A economia nacional é marcada pela presença da Micro e Pequena Empresa. Somos maioria. Empregamos e somente dispensamos pessoal quando não existe outra alternativa. Precisamos de menos burocracia, crédito mais barato e encargos suportáveis. Esperamos o cumprimento da Lei Geral e todos entendam nossa importância para a economia. Tenho uma particular esperança que um dia todos – incluindo fiscais e autoridades – pensem mais em como ajudar, orientar a Micro e Pequena Empresa que punir. Este é o espírito da Lei Geral, mas, lamentavelmente, ainda não alcançado por muitos agentes e instituições públicas.

Falando sobre a FIERN, a CNI recentemente aprovou a possibilidade de um terceiro mandato para o atual Presidente. Existem tratativas neste sentido, um terceiro mandato, a exemplo do que aconteceu na CNI, na FIERN?. O senhor seria candidato a uma nova gestão?

O mandato que exerço somente terminará, com a permissão de Deus, em 2019. Não chegamos sequer a metade do mandato… Por outro lado, não posso evitar que um ou outro companheiro trate o assunto, mas creio que, diante de tantos projetos e necessidades que nos desafiam, nossa pauta é outra! Minha atuação, em particular, tem sido no sentido de trabalhar, dinamizar a gestão, provocar o engajamento de todos e, juntos, pensarmos no fortalecimento do Sistema FIERN e em nossa contribuição para o Rio Grande do Norte.

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