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JOIA RARA

André Lasmar, o joalheiro potiguar das celebridades brasileiras

Ele saiu de Natal há quase 50 anos, quando ainda era uma criança, e hoje é um joalheiro conceituado

Por Ayrton Freire

3 de novembro de 2017 | 15:07

Quem contempla a beleza de joias usadas por celebridades brasileiras pode não saber, mas tem grande chance de estar a admirar o trabalho de um potiguar. André Lasmar saiu de Natal há quase 50 anos, quando ainda era uma criança, e hoje é um joalheiro conceituado, criador de peças ostentadas por nomes como Cauã Reymond, Fernanda Montenegro, Grazi Massafera, Wagner Moura e Ivete Sangalo.

Alianças de ouro feitas por Lasmar

Alianças de ouro feitas por Lasmar

Uma pergunta feita pela reportagem sobre o que o joalheiro pensa de ver celebridades usando as peças dele revelou a simplicidade surpreendente de Lasmar. “Cara, não me empolga o fato de famosos usarem minhas joias. O que me empolga é saber que alguém se interessa pelo meu trabalho. Algumas dessas pessoas são amigas que, por acaso, são famosas”, comentou.

E pensar que antes Lasmar tinha na cabeça que as joias eram feitas por máquinas. “Eu olhava aquilo, sabe? As retas eram tão retas, as curvas tão curvas… Eu pensava: Não tem como pessoas fazerem isso. Só máquinas”, relatou.

A descoberta de que as peças eram lapidadas por pessoas veio justamente quando o ainda garoto nascido em 1962 escolhia a profissão que queria exercer. “Não encontrava uma faculdade que eu gostasse. Por acaso, nessas buscas pelo o que fazer, encontrei um joalheiro de São Paulo que dava um curso em que se ensinava a fazer joias”, recordou.

Difícil foi convencer o pai de que queria ser joalheiro, pois o genitor queria ver o filho com diploma universitário. “Fui pedir para o meu pai bancar o curso, mas ele determinou que eu deveria fazer uma faculdade. Só assim ele bancaria. Então escolhi Artes Plásticas, por ser a de tempo mais curto”, contou.

Colar de borracha com prata

Colar de borracha com prata

O curso revelou o talento de alguém que quando menino demonstrou a inclinação pelas joias ao desaparecer em casa. Deixou todos desesperados a procurá-lo. Quando o acharam, o pequeno Lasmar estava por trás da porta do quarto da mãe rodeado de peças dela e com uma bússola na boca. Ele conta que a família diz que ele não queria soltar o objeto de forma alguma tanto que as marcas dos dentes ficaram no instrumento.

Hoje, Lasmar tem um ateliê no Rio de Janeiro. Trabalha sozinho. “Enquanto você fala comigo não tem ninguém fazendo nada aqui”, disse ao telefone. Nas peças que produz, ele mistura ouro, prata e outras pedras consideradas preciosas com acrílico, cimento, madeira… “É que toda pedra é preciosa, levou milhares de anos para ser feita”, defende.

Com um currículo de exposições em vários estados do Brasil e em países como Itália, Alemanda, Espanha, Holanda e Líbano; Lasmar também se dedica ao um projeto denominado ‘Joias no Asfalto’ no qual destaca imagens flagradas nas ruas de qualquer lugar do mundo. “As imagens são joias também”, destacou.

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