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14/03/2018

14:19

Balança comercial potiguar registra superávit no primeiro bimestre

Frutas e outros produtos influenciaram positivamente as exportações, que atingiram US$ 60,1 mi

Por Agência Sebrae

Foto: Fred Veras

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Frutas, como melões e castanhas de caju, e outros produtos, entre eles o sal marinho, contribuíram para que a balança comercial do Rio Grande do Norte começasse o ano com um superávit. Isso porque, no primeiro bimestre de 2018, esses itens influenciaram positivamente as exportações, que atingiram um volume de US$ 60,1 milhões. Um avanço, já que nos últimos cinco anos, com exceção de 2017, as exportações potiguares no primeiro bimestre giravam em torno de US$ 40 milhões. Já as importações do RN somaram entre janeiro e fevereiro o volume de US$ 23,7 milhões. Isso gerou um saldo – que é a diferença entre as exportações menos as importações – na balança comercial potiguar de US$ 36,3 milhões.

Os melões continuam liderando a pauta de exportações do bimestre. No intervalo de janeiro a fevereiro, o Rio Grande do Norte comercializou US$ 18,3 milhões. Foram comercializadas mais de 23 mil toneladas da fruta. O segundo item mais exportado foi o fuel oil (US$ 23,9 milhões) e o terceiro o sal (US$ 5,5 milhões), seguido das castanhas de caju, cujos valores comercializados atingiram US$ 3,8 milhões.

Em contrapartida, os produtos mais importados foram o trigo e as misturas de trigo com centeio com o valor de US$ 129,1 milhões. O segundo item mais importado foi o policloreto de vanila (US$ 979 mil). O copolímero de etileno e polietileno atingiram em compras US$ 971 mil e US$ 942 mil respectivamente.

A balança comercial é um dos destaques da 31ª edição do Boletim dos Pequenos Negócios, que foi divulgada nesta quarta-feira (14) pelo Sebrae no Rio Grande do Norte. O informativo é mensal e traz indicadores da economia potiguar capazes de influenciar direta ou indiretamente o segmento das micro e pequenas empresas. O material pode ser consultado na íntegra no portal www.rn.sebrae.com.br, na seção “Boletim Econômico para MPE’s”.

O informativo também analisa o comportamento do mercado de trabalho formal no estado com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego. E, de acordo com o documento, o Rio Grande do Norte começou o ano com uma perda de 639 postos de trabalho no saldo de empregos com carteira assinada no mês janeiro. O saldo é resultado das contratações menos as demissões ocorridas no período.

Observando por porte, no primeiro mês do ano, apenas as microempresa tiveram desempenho positivo na geração de empregos. O segmento finalizou o mês com um saldo de 688 empregos gerados. Entre as pequena empresas, as demissões superaram as admissões em 414 vagas. Ja nas médias e grandes empresas, o impacto negativo foi maior, restando um saldo de 913 postos de trabalho perdidos.

Segundo a avaliação do boletim, uma possível explicação para essa baixa no saldo de empregos é o término de contratos de trabalho temporários, ligados ao período natalino, principalmente no comércio. Entre 2014 e 2018, o saldo de empregos foi positivo apenas no primeiro ano. “Porém, como as vagas perdidas em 2018 foram menores do que as ocorridas nos três anos imediatamente anteriores, os números apontam para uma recuperação no mercado de trabalho formal”, compara o estudo.

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