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REVOLTA

“Bandidos covardes” calaram voz que afastava jovens das drogas

Amigos, alunos e fãs de Alex França usam redes sociais para expressar luto

Por Ayrton Freire

4 de abril de 2018 | 11:30

Natal amanheceu sobressaltada com a notícia da morte do professor e cantor católico Alex França, de 36 anos, executado na noite dessa terça-feira(03), por três assaltantes que o obrigaram a deitar no chão, pegaram a chave do carro que estava no bolso dele e puxaram o gatilho, sem que a vítima tivesse esboçado reação.

Com um tiro nas costas, onde Alex tinha tatuado a medalha de São Bento, de quem era devoto, “bandidos covardes” calaram a voz que arrebatava corações para Deus, que através da fé e do dom do canto ajudava jovens a trilharem caminhos de paz.

Fundador da banda católica Swing do Alto, Alex que vivia a “cantar ao mundo o que o Mestre ensinou”, conforme publicado por ele em uma rede social, queria ser também um mestre. Mas, tombou e virou mártir, ao ser abordado quando saía da casa de um amigo, no bairro de Felipe Camarão, na zona oeste de Natal, para ir à primeira aula do mestrado em Educação Física.

“É Alex, tá foda; a palavra é essa: Tá foda aqui”, escreveu um amigo, no perfil que o cantor deixou em uma rede social. Outro explicou o porquê da indignação: “Choramos por você, que tanto nos alegrou com sua voz e o seu Swing (que era do Alto)”.

Mas quem era Alex França?

Era o filho mais novo de um casal idoso que teve quatro filhos. Era, conforme dito pelos que a violência deixou em luto, “um amigo de coração lindo, generoso e de sorriso farto”. Foi alguém que fez a Paróquia da Catedral de Natal chorar em lamento à “morte de mais um jovem, desta vez aquele que sempre alegrou nossos inúmeros louvores”. É o homem que já deixou saudade com as “lembranças das peladas de vôlei lá na faculdade” e “das risadas altas”.

Há quatro dias, Alex França fez a última postagem no Instagram. Publicou a maquiagem que fez no personagem de Jesus para a Paixão de Cristo. “Como é bom, Senhor, colocar o dom que tu me destes à tua disposição. Desenhar (pintar) as chagas que um dia eu mesmo fiz na tua pele (não fiz com tinta, e sim com minha história)”.

Em um post mais antigo, ele próprio disse quem era: “Eu sou templo do espírito. ‘Tô’ na boa. ‘Tô’ na paz”, e anunciou: “Novidades chegando, galera”. Se não deu tempo de a tal novidade chegar, já houve quem falasse na herança deixada pelo artista: “Muitos jovens saíram das drogas pela música evangelizadora. Este foi o seu legado”.

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