Política 17/04/2017 17:39

O que será de nós sem a Odebrecht?

Por admin

Fico imaginando como será o Brasil sem a Odebrecht.

Emílio Odebrecht pode repetir, tranquilamente, a famosa frase de Luiz XIV: “O Estado sou eu”.

Por tudo que está se vendo, o Estado é, sem sombra de dúvida, a Odebrecht. O outro, aquele composto pelos Poderes da República, era apenas faixada, uma ilusão.

“Mas vocês não sabiam? Era tão evidente”. Pode nos perguntar o senhor Emílio e seus diretores comparsas. Totalmente? Não.

Sabíamos de casos de corrupção, da influência das empreiteiras, imaginávamos o poder do setor em subornar autoridades públicas, mas não que chegasse a tanto.

Sempre imaginávamos que o Estado sustentasse a Odebrecht, mas agora, vemos assustados que é a Odebrecht que sustenta o Estado.

Sempre disseram que o país, com raras exceções, não tem partidos na verdadeira concepção da palavra. Ledo engano. Nossos políticos tem partido, são da turma da Odebrecht.

Uma grande mãe ideológica que comporta membros da esquerda à direita com a mesma desenvoltura.

O ex-presidente Lula, se for verdadeiro o que Emílio revelou, era companheiro dos companheiros, mas amigo de longas datas da Odebrecht.

Foi apresentado a Emílio por Mário Covas. Ou seja, petistas e tucanos não eram só ligados por afinidades ideológicas.

Até o pastor Everaldo teria recebido da Odebrecht para ajudar o senador Aécio Neves num debate de televisão contra a companheira Dilma. É a velha máxima, dividir para continuar no poder.

Não é de se admirar que uma deputada de um partido de esquerda radical justificou o recebimento de dinheiro da empreiteira como uma forma de financiar a revolução comunista.

Com certeza, do outro lado, algum desavisado sonhe em usar esse dinheiro em prol da volta da Ditadura Militar.

Como já me disseram, empreiteira não tem partido e o dinheiro é franco. O nosso dinheiro, é claro.

Augusto Fontenele

Biografia Augusto Fontenele é jornalista, escritor e fotógrafo.

Descrição O blog trata de política, economia e sociedade.

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