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Capacidade de confinar gado no país deve dobrar até 2023

Por Saulo Castro

19 de outubro de 2014 | 16:27

A segunda etapa de vacinação da febre aftosa se encerra no próximo dia 30 (Foto: Wellington Rocha)

Capacidade de confinamento deve chegar a 9 milhões de cabeças em 2023, dizem analistas (Foto: Wellington Rocha)

O volume de animais confinados no Brasil deverá mais do que dobrar nos próximos dez anos, estima o Rabobank. Os analistas Renato Rasmussen, Adolfo Fontes e Bill Cordingley calculam que a capacidade anual de confinamento de bois no País deve passar dos atuais 4,5 milhões de cabeças para mais de 9 milhões de cabeças em 2023. “O setor passa por um momento bem favorável em relação aos preços dos grãos, o que contribui para o crescimento do confinamento”, disse Rasmussen ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado. Para ele, os preços da soja e do milho, utilizados na alimentação dos animais, devem continuar em queda nos próximos anos.

Em sua análise, Rasmussen e seus colegas dizem que o crescimento das demandas doméstica e internacional por carne bovina deve impulsionar o setor pecuarista brasileiro, que precisará investir na escala de sua produção. Eles consideram que o consumo mundial da proteína crescerá, em média, 7% ao ano, e o brasileiro, 2%. A estimativa é de que para a expansão do confinamento será necessário um investimento total entre US$ 250 e US$ 500 milhões.

Mesmo com o aumento da produção, os preços do boi gordo devem manter a tendência de alta observada neste ano. “O preço do boi também ajuda a tornar mais atrativa a produção intensiva dos animais”, completa Fontes. Segundo ele, a expansão das exportações deve fazer com que os preços da arroba brasileira em 2015 e 2016 fiquem acima das cotações médias de 2014.

Para os analistas, apesar de já ser o maior exportador e o segundo maior produtor de carne bovina, o Brasil ainda possui uma indústria de baixa produtividade na comparação com padrões internacionais, o que abre o espaço para o crescimento de atividades como o confinamento. “Atualmente, menos de 10% da produção brasileira de carnes é derivada de animais criados em confinamento. Está claro que há um grande espaço para melhorar o uso tecnologias ao longo de toda a cadeia produtiva”, afirmam. Segundo Fontes, o volume de bois confinados hoje só não é maior porque os produtores enfrentam grandes dificuldades na obtenção de animais de reposição.

Em 2013, apenas 900 mil toneladas de carne bovina foram produzidas a partir de gado confinado no Brasil. Com os investimentos em formas de engorda mais produtivas (como o confinamento e o semiconfinamento), o Rabobank espera que a produção de carne oriunda do boi cocho passe para 2,5 milhões de toneladas em 2023.

Rasmussen destaca ainda que, apesar das condições atrativas de preços impulsionarem a pecuária intensiva, a degradação das pastagens e o encarecimento das terras também acabam obrigando os produtores a investir mais em outros sistemas de produção. Além da expansão da capacidade de confinamento do Brasil, os analistas apostam na evolução de outras sistemas que permitam uma maior taxa de produtividade da atividade pecuária, como a combinação da engorda em pastagem e também com o uso de ração.

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