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SAÚDE

Doença crônica: Pneumologistas debatem asma grave em Natal

Importância do diagnóstico preciso para o tratamento adequado da doença será um dos principais pontos do encontro entre pneumologistas

Por Redação

6 de dezembro de 2018 | 15:41

A asma é uma doença crônica que afeta 20 milhões de brasileiros. Nesta segunda-feira (10/12), os principais aspectos que envolvem a doença, principalmente em sua forma grave, serão debatidos por especialistas, Natal. O encontro servirá para discutir o impacto da doença, principalmente em sua forma grave, na saúde do paciente, assim como a importância do diagnóstico precoce, e preciso, diferenciando, por exemplo, uma asma mal tratada de uma forma mais severa.

A asma grave causa falta de ar, uso diário de altas doses de corticoides, inúmeras idas ao hospital, perda da qualidade de vida e, ainda assim, crises de asma, as chamadas exacerbações. A enfermidade é caracterizada por quadros de exacerbações frequentes, mesmo com o tratamento adequado, que inclui altas doses de corticoide diariamente, e é responsável por mais de 50% do custo total dos investimentos em tratamento da asma no mundo.1,2 Da população total de asma, estima-se que 5% a 10%3 apresentem a forma grave da doença, que pode ter maior incidência durante o tempo seco.

“A asma grave é uma doença crônica que depende essencialmente do controle, por meio dos tratamentos corretos que contribuam para uma melhor qualidade de vida do paciente. O diagnóstico preciso é essencial para distinguir uma asma mal tratada de outra em sua forma grave. É importante ressaltar que temos terapias modernas e eficazes que diminuem em 50% o uso de corticoide e em até 60% o número de internações hospitalares, e visitas à emergência, causadas pelos episódios de exacerbações4,5”, explica Bernardo Maranhão, médico pneumologista da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

Tratamento da asma grave

A evolução no manejo da asma grave para o tratamento eficaz da doença crônica será um dos destaques da agenda do Congresso, incluindo a chegada de uma nova terapia que pretende suprir uma necessidade não atendida atualmente – o mepolizumabe, um anticorpo monoclonal humanizado da GSK – que pode impactar positivamente na qualidade de vida do paciente.6,7 De acordo com os estudos clínicos, o medicamento diminui em 50% o uso de corticoides e reduz em 60% as internações hospitalares e as visitas à emergência causadas pelos episódios deexacerbações.4,5

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