• câmbio
    dólar R$
    euro R$
  • tempo, natal/rn
    24ºc

Geral

“Ele é meu filho. Tenho que salvá-lo das drogas”, dizia Seu Fernando quando aconselhado a desistir de Arthur

Preso em flagrante pela morte do próprio pai a facadas, o jovem Arthur de Oliveira Fernandes, de 18 anos, é mais um que se torna estatística da violência. Mas, por traz de todo boletim de ocorrência sempre existe uma história que nem sempre é contada nas páginas policiais.

Filho único de pais separados, Arthur Oliveira logo cedo conheceu as drogas, enquanto a mãe trabalhava. À medida que crescia, o garoto se tornava um homem cada vez mais agressivo. Vizinhos testemunhavam a violência dele contra a própria mãe, que por muitas vezes se calou e seguia tentando que ele buscasse tratamento.

As constantes recusas para se tratar e o aumento da agressividade fizeram com que a mãe o entregasse ao pai, Edmilson Fernandes, quando o garoto ainda tinha 11 anos. Ela afirmava que tentara de tudo e que “desistiu” de Arthur.

Os anos se passaram, e o histórico de discussões entre pai e filho tornou-se conhecido por toda a vizinhança. Ameaças de morte eram a oração da noite do jovem para seu pai, que muitas vezes foi aconselhado pelos vizinhos para que também desistisse de Arthur. Por amor, o pai nunca o fez.

“Moro vizinho. Ele pedia com aquela calma para o filho dormir, para desligar as luzes, abaixar a televisão, mas o garoto lhe respondia com palavrões e mandava o pai se calar”, relatou uma moradora da Travessa Araguary, no bairro Dix-sept Rosado, onde o crime aconteceu.

A cada dia a situação se agravava. Acusações de ambos os lados dividiam os vizinhos. E o jovem continuava a prometer que um dia tiraria a vida do pai. O fatídico dia chegou neste domingo e parece ter sido especialmente escolhido pelo rapaz. Nesse domingo, 8 de abril, aniversário de 18 anos dele.

Na passagem à maioridade, Arthur preferiu sangue ao abraço, violência ao amor. Na execução, sua emancipação foi brutal. Com diversas cutiladas, o filho atacou o pai enquanto dormia. Vizinhos revoltados com o crime lincharam o rapaz com socos, chutes e golpes de barras de ferro.

“Arthur sempre foi um filho trabalhoso para o Fernando, que foi um pai maravilhoso pra esse menino, desde que a mãe dele não quis mais saber dele, porque ele falava que ia matar ela também. Quantas noites o Fernando dormiu na Rua com medo de Arthur. Agora, ele vai saber a falta que o pai vai fazer. Arthur você teve o melhor pai mundo. Quantas vezes ele falava pra mim e uma amiga nossa que não sabia mais o que fazer, e eu o chamava para minha casa. Como resposta ele dizia que ia tentar mais um pouco. “Ele é meu filho e tenho que salvá-lo. Meu Deus como estou sofrendo. Me ajuda”, dizia o pai desesperado, contou uma amiga da vítima nas redes sociais.

Depois do linchamento e de passar pelo hospital, para receber atendimento médico, Arthur de Oliveira Fernandes foi entregue e preso pela Polícia Militar e conduzido à Delegacia de Plantão. Lá, ele assumiu a culpa pela morte do pai e justificou o crime: “Eu prometi que mataria ele e cumpri”, disse o rapaz sem arrependimento.

 

 

RECOMENDAMOS

Festival Halleluya termina neste domingo em Natal

Natal poderá proibir fogos de artifício com barulho

Carnatal termina hoje com Ivete, Psirico e Ricardo Chaves

Bolsonaro diz que não debaterá pena de morte em seu governo

Mega-Sena acumula prêmio em R$ 48 milhões

Parque da Cidade terá espetáculo “A Esperança” neste domingo

Jácome vai assumir secretaria no Ministério da Mulher

Caixa dificulta transição com nova equipe

comentários

ANUNCIE JÁ!

RUA DESEMBARGADOR BENÍCIO FILHO, N° 465 PETRÓPOLIS CEP: 59014-470

PABX:

2020-1200

REDAÇÃO:

2020-1200

COMERCIAL:

2020-1200

FALE CONOSCO