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Cotidiano

Em Simpósio de Autismo, especialista esclarece Análise do Comportamento Aplicada

A Análise do Comportamento Aplicada (ABA) é uma ciência baseada em achados experimentais que permitem o desenvolvimento de procedimentos de intervenção para crianças diagnosticadas com o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). O assunto foi discutido durante a manhã deste sábado (14), durante o IV Simpósio Dialogando Sobre Autismo, Síndrome de Down e TDAH, a partir da palestra do psicólogo Ricardo Martone (SP).

De acordo com o especialista, a ABA é uma prática baseada em evidências científicas. “É importante entender e perceber se a atuação da Análise de Comportamento Aplicada está no caminho certo. Ou seja, sempre avaliando a criança e tentando novos procedimentos”, comenta Martone.

Para Ricardo Martone, as escolas não estão preparadas para receber e integrar a criança autista. “As instituições de ensino precisam estar abertas ao diálogo com outros profissionais”, complementa. A ABA trabalha habilidades acadêmicas, motoras, de linguagem, sociais, de cuidados pessoais e o brincar, com recursos e práticas específicas para que a criança consiga expressar o que deseja. “O ato de brincar, por exemplo, além de ser fundamental do ponto de vista social, também trabalha a atenção compartilhada”, explica.

A ABA consiste no desenvolvimento de um plano para que a criança responda melhor ao que está sendo exigido dela. “Quando a gente ensina as crianças a pedirem o que precisam, a se comunicarem, há um reequilíbrio no repertório e se reduz consideravelmente a frequência de comportamentos mais agitados ou mesmo agressivos”, exemplifica o psicólogo. Para ele, é preciso trabalhar a expressão de demanda. “Precisamos ensinar a criança a se comunicar e expressar o que ela deseja”, completa.

O especialista em ABA se propõe a ensinar os pré-requisitos que deveriam se desenvolver nos primeiros anos do desenvolvimento típico: contato visual, imitação motora, seguir instruções, identificações, habilidades básicas de brincar, solicitações e pedidos.

Outro detalhe é que é preciso observar a criança. “Precisamos observar diretamente cada uma em seu ambiente natural. A mordida, a raiva ou outros comportamentos mais agitados podem demonstrar que a criança está insatisfeita com algo e está usando esse artificio para se comunicar”, alerta.

Para que a ABA aconteça plenamente, são necessárias de 30 a 40 horas semanais de analises e intervenções. O currículo trabalhado é elaborado individualmente, respeitando as individualidades de cada criança. “O envolvimento da família e da escola no programa é fundamental”, diz o psicólogo.

A programação segue ao longo de todo o dia, com palestras sobre Apraxia da Fala, Atuação do Neuropediatra na Escola e Intervenções Psicopedagógicas em Autismo, Síndrome de Down e TDAH. Ao final, haverá uma mesa redonda para esclarecimento de dúvidas e realização de debates.

O IV Simpósio Dialogando sobre Autismo, Síndrome de Down e TDAH é uma realização do Núcleo de Integração Sensorial (NSI), conta com organização da Crion Eventos e reúne pais, profissionais e população em geral para discutir os assuntos que norteiam o foco do evento.

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