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Sebrae

09/02/2018

14:47

Empreendedoras do RN comprovam a versatilidade do crochê

O uso de uma agulha, linhas e muitas ideias

Por Agência Sebrae

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O uso de uma agulha, linhas e muitas ideias. Pronto. Essa é a combinação perfeita para dar forma a objetos utilitários e artigos para vestir e decorar. A arte é antiga e se apresenta pelo nome de crochê, uma tipologia que tem atraído muitas artesãs potiguares e, principalmente, conquistado consumidores conscientes que não abrem mão do bom gosto e da exclusividade. Com o trançado, elas criam peças originais, que vão desde uma bolsa descolada a até cestinhas para animais de estimação. Tudo feito com muito talento e criatividade.

Faz apenas sete meses que Priscila Miranda percebeu que o crochê poderia ser uma excelente fonte de renda. Com a ajuda do Sebrae, el s e bandejas em madeira e os puffs todo em madeira e a capa de crochê. Hoje, já ampliamos um pouco com os cestos em fio de malha e os tapetes”.

A marca iniciou para ser uma atividade em que Priscila Miranda pudesse conciliar a vida de mãe e o trabalho em casa. “Monto meus horários. Trabalho uma média de cinco a seis horas por dias. Às vezes, é mais puxado, depende da quantidade de pedidos, mas consigo conciliar bem”.

Os puffs são a obra artística da artesã. “Faço questão de montar cada peça para meus clientes, desenhar cada trama e elaborar cada detalhe. Sou apaixonada pelo crochê. É uma terapia e gratificante ver o resultado de cada trabalho, personalizado para cada cliente”, conta Priscila Miranda.

A jornalista Sheyla Azevedo também é uma dessas que têm o talento para trançar o crochê. Desde os sete anos de idade aprendeu a fazer crochê, ensinada por uma tia, mas somente há pouco mais de um ano a arte virou sinônimo de empreendedorismo. Ela criou a empresa Bicho Esquisito Hob&Job para dar marca às peças feitas em crochê.

 

“Vi no crochê uma forma de criar, de ser criativa. Ele me ajudou a encarar os vazios profissionais que estava passando”. Ela descobriu um movimento mundial de se trabalhar com o fio de malha, que é um resíduo da indústria têxtil e, por isso, carrega consigo o conceito de sustentabilidade, de menos degradação ao meio ambiente e menos emissões de carbono. E assim são produzidos bolsas, tapetes, pochetes, vasos, cachecóis e colares.

“As pessoas pensam que por ser um fio mais grosso o crochê é mais fácil, não é. Mas, no geral, acho muito gostoso de fazer. As peças únicas e feitas com exclusividade têm o seu charme”, confessa. Para ela, a aquisição de peças com esse conceito ajuda a fugir do consumo exacerbado e entrar mais no chamado slow fashion. “Espero que esse movimento não seja apenas uma moda, mas uma forma de resgate das artesanias de seus pais, avós”.

Elemento regional

Também a mesma habilidade, a artesã Silvia Dias aprendeu a fazer o crochê com a mãe quando tinha por volta de cinco anos em Portugal e profissionalmente começou fazendo peças para enxoval. Somente ao chegar ao Brasil, sua arte foi ganhando identidade e a artesã adotou o caju como ícone do seu trabalho. “O que ainda me encanta no crochê é que, com um novelo de linha e uma agulha, conseguimos fazer peças incríveis e de várias formas. Me dá orgulho pegar uma peça e dizer: olha no que se transformou!”.

Atendida pelo Sebrae no Rio Grande do Norte, ela se formalizou como Microempreendedor Individual (MEI) e passou a encarar a arte de fazer peças regionais em crochê como uma verdadeira profissão. “Usar o caju como um elemento de identidade regional vem da necessidade de vender. Precisamos fazer peças originais e criativas, mas também vendáveis”, explica Silvia Dias, que atualmente produz os artigos em Caicó, onde reside.

A artesã Rosa Márcia também encara o crochê como uma arte que gera renda. Há sete anos, ela produz e vende, com o apoio do Sebrae, artigos para decoração, como tapetes, puffs, sousplats, cestos, cactus, chaveiros, vasinhos, terrários e pesos de porta.

Mas usa ainda o trançado para confeccionar vestidos e blusas por encomenda, além de bolsas em vários tipos e modelos. “Hoje, existe uma grande procura pelo que é feito à mão, inclusive como forma de personalizar na decoração”, analisa.

Uma dedicação que exige de oito a 12 horas de trabalho por dia. “Algumas peças compensam essa dedicação e outras não, no entanto, pela questão do cliente valorizar o tempo gasto na execução, vale a pena”.

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