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Política

VIA ÁPIA

08/02/2018

17:26

Ex-deputado federal nega propina de R$ 1,2 mi de empreiteiras

João Maia, do PR, divulgou nota de esclarecimento acerca das acusações

Por Redação

O ex-deputado federal João Maia (Foto: Beto Oliveira/Agência Câmara)

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O ex-deputado federal João Maia, do Partido da República, divulgou nota de esclarecimento, nessa quinta-feira (8), acerca das acusações de que teria recebido pelo menos R$ 1,2 milhão em propina paga por uma das três empresas que participaram do consórcio responsável por parte das obras na BR-101 no Rio Grande do Norte, entre 2008 e 2010.

O caso é investigado pela Operação Via Ápia, deflagrada em 2010, e que apurou um esquema de pagamento de propina das empresas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). A intervenção está em fase de depoimento de testemunhas ao juiz Mário Jambo, da 2ª Vara da Justiça Federal, em Natal.

A informação da suposta propina recebia por João Maia está em um acordo de delação premiada firmada pelo Ministério Público Federal com os engenheiros Roberto Capobianco, Marco Aurélio Costa Guimarães e Frederico Eigenheer, da Construcap. Eles reforçaram o que já havia sido dito pelo ex-chefe de Serviço de Engenharia do Dnit, Gledson Golbery de Araújo Maia, sobrinho do ex-deputado.

Veja nota de João Maia:

Pelo zelo com a verdade e o compromisso da transparência com o povo do meu Estado, esclareço:

No início de Abril de 2017, tomei conhecimento, pela imprensa, de uma delação feita por Gledson Golbery, ex-diretor do DNIT, dando conta de que parte dos desvios por ele perpetrados naquele Departamento era destinada a minha atividade política.

Já naquela época esclareci que não tive acesso ao conteúdo da referida delação, tendo em vista a decretação de sigilo das investigações. Hoje sou surpreendido, novamente pela imprensa, de que outros delatores teriam confirmado a versão dada por Gledson, embora, ao mesmo tempo, tenham dito que sequer me conheciam pessoalmente.

Repudio veementemente qualquer tipo de ilação que essas pessoas, com o claro objetivo de tentarem se livrar dos seus próprios delitos, querem a mim imputar.

Ratifico a verdade imperiosa da própria realidade: não tenho qualquer participação nesses fatos. As denúncias contra mim narradas são inverídicas, o que é facilmente constatado porque nem mesmo a mim os supostos acusadores conhecem e sempre afirmam que entregaram os recursos provenientes desses desvios a terceiros, não tendo nenhuma afirmação de que me repassaram valores, seja em dinheiro, seja em depósitos bancários, ou qualquer outro meio.

As investigações tramitam em segredo e, embora tenha solicitado formalmente acesso ao conteúdo do que foi dito pelos delatores, até hoje não houve deferimento do meu pleito.

Estou à disposição da Justiça para esclarecer quaisquer fatos, embora, até a presente data, nunca tenha sido instado a me manifestar nem no Judiciário nem nas instituições de fiscalização.

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