Sem categoria 11/08/2017 06:21

“Distritão” só serve se for transição para um sistema misto

Embora concorde que a proposta não é a mais sustentável, o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) pontuou que é “menos pior que o sistema atual”.

Compartilhar } 2 Compartilhamentos
Embora concorde que a proposta não é a mais sustentável, o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) pontuou que é “menos pior que o sistema atual”.
Ele lembrou que o nominal proporcional, como é hoje, só existe no Brasil. O cientista político Murillo de Aragão, da Arko Advice, concorda que a solução escolhida pelos deputados é a melhor alternativa para uma transição ao modelo distrital misto, que será implementado em 2022.
“É uma espécie de meritocracia do voto. O sistema proporcional causa muitas injustiças”, ponderou. Ele citou como exemplo Tiririca (PR-SP), que, ao ser eleito com 1,5 milhão de votos, levou outros cinco deputados para o Congresso “de carona”.
“O sistema atual não favorece os deputados que já estão lá porque dois terços deles não tiveram votos para se eleger. Com o distritão, vai ter renovação, mas o sentido é a transição para um sistema misto”, defendeu o especialista. O modelo mistura os sistemas majoritário e proporcional.
Aragão lembrou que, em São Paulo, ao mesmo tempo que deputados com 22 mil votos conseguiram uma cadeira na Câmara nas últimas eleições, cinco tiveram 80 mil votos e, mesmo assim, não se elegeram.
De acordo com levantamento do cientista político Jairo Nicolau, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com o distritão, 13 partidos perderão assentos na Casa, oito ganharão e sete não terão representação alterada.
Entre os temas aceitos pela maioria dos parlamentares estão o financiamento público, que prevê a criação de um fundo exclusivo para as despesas com campanhas eleitorais, cujo orçamento para 2018 deve ser de R$ 3,9 bilhões — o dobro do previsto no documento inicial da PEC elaborada pelo relator.
“Coloquei aqui muitos dos meus sonhos e não propus nenhuma inovação difícil de ser compreendida. Peço que os colegas sejam razoáveis”, afirmou Vicente Cândido.
Também foi bastante elogiada a ideia de colocar tempo no mandato dos membros dos tribunais superiores, cargos vitalícios da Justiça brasileira.
Embora o texto-base da reforma política tenha sido aprovado nesta semana, o assunto só será resolvido na próxima terça-feira, quando os últimos destaque serão votados na comissão especial.
Trata-se da possibilidade de um candidato a prefeito, por exemplo, concorrer, na mesma eleição, como vereador. Todos esses pontos ainda podem mudar no plenário.
Deu no Correio Braziliense
Compartilhar } 2 Compartilhamentos
Ricardo Rosado

Descrição Diretor do Portal No Ar e Repórter do Fatorrrh.

todos os blogs