Sem categoria 10/09/2017 06:11

Depoimento de Palocci deixou o PT perdido

O depoimento do ex-ministro Antonio Palocci ao juiz Sérgio Moro, na última semana, apunhalou os companheiros de partido e pode resultar na prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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O depoimento do ex-ministro Antonio Palocci ao juiz Sérgio Moro, na última semana, apunhalou os companheiros de partido e pode resultar na prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para o PT, a inviabilidade eleitoral do principal líder para a cadeia frustra os planos de retornar à Presidência da República em 2018, já que, à exceção da estrela petista, não há outro nome com capital político para vencer a disputa.
Diante do tombo, a legenda busca fortalecer o nome do ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, justamente levantando a bandeira da educação para tentar chegar à corrida presidencial, ao menos, como coadjuvante.
Apesar das negativas públicas da cúpula do partido sobre a existência de um plano B, integrantes confirmam que Haddad é uma das possibilidades para fazer com que a sigla se aproxime novamente do Palácio do Planalto.
“A ideia era colocar o Lula como presidente, mas, quando o cerco começou a se fechar, passamos a trabalhar um substituto de maneira mais contundente.
As opções eram (Jaques) Wagner e Haddad, que ficou para trás, porque o Wagner está com medo das delações da OAS na Lava-Jato e não demonstrou interesse em virar vitrine neste momento”, comenta um petista, que prefere não se identificar.
Sob a proteção do ex-presidente, Fernando Haddad tem viajado o país participando de palestras e seminários em universidades. O tema da educação tem sido prioritário e ele passa a se articular de maneira mais viva.
Além disso, Haddad tem atuado como um embaixador petista no PSB — partido historicamente aliado do PT, mas que rompeu o relacionamento após a morte em um acidente aéreo de seu principal líder, Eduardo Campos.
A tentativa é ampliar o apoio da militância fora do Nordeste.
“O Haddad é mais novo, mais leve, tem acesso ao Márcio França (vice-governador de São Paulo), que, hoje, é quem manda no PSB. Se isso for para a frente, é possível que o PT saia nas eleições como vice de alguém”, conta o petista.
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Ricardo Rosado

Descrição Diretor do Portal No Ar e Repórter do Fatorrrh.

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