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Política

Gafanhotos

06/03/2017

17:25

Luiz Almir ataca ‘invejosos’ e anuncia saída da vida pública

Vereador ainda diz que há 'raiva' de quem torce contra ele

Por Dinarte Assunção

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Mais de 15 anos após os eventos que levaram o Ministério Público a investigar um esquema de fraudes no governo Fernando Freire, a condenação de alguns dos envolvidos, proferida pelo juiz Raimundo Carlyle, da 4ª Vara Criminal de Natal, ganhou dimensão no noticiário por um dos personagens enredados ser o vereador Luiz Almir, que há 40 anos se faz comunicador apontando severamente erros éticos na administração pública.

Luiz Almir foi condenado pela prática do crime de ocultação de valores e peculato no esquema de concessão irregular de gratificações em nome de funcionários fantasmas no período de 1995 a 2002, conhecido como Escândalos dos Gafanhotos. Ele recebeu, pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro, uma pena de 12 anos e 7 meses de reclusão, em regime inicial fechado.

Igualmente condenado, o ex-governador Fernando Freire foi sentenciado a mais de 13 anos de reclusão. Freire já está preso. No sábado, quando o portalnoar.com publicou que ele pretende levar uma vida simples quando deixar a prisão, nas redes sociais, houve quem questionasse por que, afinal, Almir também não estava preso. O vereador não titubeia para rebater essas questões.

“Um comunicador como eu tem pessoas com raiva e inveja. E não sou eu que digo isso, mas a maioria das pessoas”, cravou o vereador, que se disse absolutamente surpreso com a condenação.

“Eu nunca fui ordenador de despesa. Eu nunca fui funcionário do governo do Estado. Eu não recebi gratificação. Eu não participei”, rebateu ele, sempre enfatizando a primeira pessoa do singular ao destacar suas negativas. “Eu posso pedir, mas pagar, não!”. Mas, afinal, o senhor pediu gratificação para alguém, indagou o repórter.

“Nunca. Eu não pedi gratificação a ninguém. Eu nunca cheguei a mandar um bilhete. Se um depositava na conta do outro é uma questão deles”, diz. Segundo a denúncia do MP, uma das formas de ocultar os valores era depósito de cheques nominais em contas de outras pessoas.

“Quebraram os meus sigilos e nunca encontraram nada. Eu só posso acreditar que houve um equívoco da Justiça. Mas vou recorrer”, anunciou o parlamentar.

Em seu quarto mandato de vereador, Luiz Almir promete que esse será o último. Ele, que perdeu a mulher há um mês, diz que pretende se dedicar à sua velhice e cuidar do filho com necessidades especiais.

“E eu tenho que assumir função de pai, mãe, avô e avó e cuidar de minha velhice”, enumerou, antes de encerrar a ligação.

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