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Economia

12/09/2014

12:10

Mais RN atrai atenção de investidores internacionais

Por pontoid

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Portal que reúne informações sobre potencialidade do Estado desperta interessa internacional. (foto: reprodução)

Portal que reúne informações sobre potencialidade do Estado desperta interessa internacional. (foto: reprodução)

Com quase dois meses no ar, o portal do Mais RN tem despertado a atenção de investidores internacionais interessados nas potencialidades que foram mapeadas no Rio Grande do Norte e no cenário de prospecção que projeta o Estado como produtor de uma riqueza (PIB) de R$ 100 bilhões nos próximos 20 anos.

A atração dos investidores foi detectada pela coordenação do Mais RN, parceria da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern) com o Governo do Estado. Até o momento, o perfil dos interessados busca saber como as informações disponibilizadas no portal foram obtidas. No ranking de interessados, estão investidores dos Estados Unidos, Canadá, Europa e até Tailândia.

“Temos a constatação de que está havendo uma procura. A pessoa que acessa o portal fica em média oito minutos. O portal consegue trazer para o investidor todo tipo de informação, de regulação, de investimento, de mapeamento. Para quem pensa em investir no estado, já temos certeza que o portal atende a seu propósito, as pessoas estão procurando informações”, explicou à reportagem do portalnoar.com um dos coordenadores do projeto, Rodrigo Suprani.

O primeiro gesto que sinalizou essa busca foi a visita do cônsul chinês Wang Xian à sede da Federação das Indústrias nessa semana. Interessado nas potencialidades do Estado, ele saiu da visita levando uma cópia do programa Mais RN.

A busca para sanar dúvidas pode revelar uma tendência de interesses dos investidores. Assim, o passo seguinte a ser implantado pela equipe do projeto é refinar as informações. “Vamos aumentar as especificidades das informações, com critérios de atratividade, refinando as prioritárias. O investidor, além de ter as informações gerais, sobre como chegar, conseguirá escolher a partir de estudos de viabilidade financeira”, explicou Suprani.

Oportunidades

Suprani: próximo passo é refinar informações

Suprani: próximo passo é refinar informações

Com o refino das informações, o investidor deverá ser atraído pelas oportunidades âncoras, que são os projetos estruturantes os quais, uma vez viabilizados, desencadeiam outra série de oportunidades.

“Faltava informações, mas isso agora está sendo superado. Agora falta sair do papel esse leque de oportunidades âncoras, como um porto, por exemplo. Temos um porto no Norte e um com calado pequeno, em Natal. Se você faz outro porto em um lugar que possa recebê-lo e, junto a ele, faz uma ferrovia para escoar produtos, todas as cidades no caminho terão desenvolvimento. Isso é feito com informação e com o gatilho para desencadear as oportunidades âncoras”, ilustrou o coordenador do projeto.

Entre 2015 e 2035, o cenário desenhado para o Rio Grande do Norte considera suas vocações e capital humano. Segundo o Mais RN, por setor, as previsões são as seguintes:

Turismo: É prevista diversificação dos atrativos e ampliação dos roteiros a partir de investimentos em novos equipamentos turísticos, qualificação dos serviços e na estruturação e organização das principais cidades litorâneas. A consolidação do novo aeroporto como hub regional, a construção de uma identidade turística diferenciada dos concorrentes diretos e a melhoria na gestão do setor asseguram a ampliação do desembarque de turistas nacionais e internacionais de 1,3 milhões, em 2012, para 3,3 milhões e a atração de um público com maior poder aquisitivo. O turismo especializado em saúde e segunda residência tem abrangência nacional e internacional, enquanto o turismo religioso, de eventos, de aventura, serrano, dentre outros, tem abrangência apenas regional.

Energia: Em função da elevada disponibilidade de ventos onshore e offshore no Rio Grande do Norte e de sua abrangente infraestrutura de transmissão, o Estado se configura como líder brasileiro em capacidade instalada, saindo de 1,2 GW, em 2014, para 12,3 GW em 2035. Além disso, por conta dos investimentos na formação de capital humano para o setor, o Estado desenvolve uma rede de prestação de serviços especializada e participa de esforços de desenvolvimento tecnológico em conjunto com universidades e empresas no exterior. A expansão do setor, no entanto, gera pouco incremento de receita para o governo do Estado em função de a legislação de cobrança do ICMS ter regime diferenciado para a energia eólica, sendo cobrado no destino.

Minérios: Beneficiado com o aumento do consumo de commodities no mundo, em particular nos países em desenvolvimento, o Rio Grande do Norte volta a se destacar no cenário nacional como produtor e exportador de minérios como ferro, tungstênio e calcário, dinamizando parte do Seridó. A nova infraestrutura logística, integrada à malha ferroviária, viabiliza o escoamento da produção sem sobrecarregar a malha rodoviária do Estado. As novas bases regulatórias, inclusive as referentes ao meio ambiente, e os estímulos governamentais para a formalização da mão de obra, criam segurança jurídica e impulsionam o crescimento do setor.

Fruticultura: O setor de fruticultura irrigada se beneficia pelo aumento da disponibilidade hídrica resultante da transposição do São Francisco, que beneficia as bacias do Rio Piranhas e do Rio Apodi-Mossoró. Os dois ramais permitem a regularização do abastecimento de água para consumo humano e, principalmente, para a irrigação das plantações de melão, melancia, caju, coco-da-baía e manga. A intensificação do uso de tecnologia e inovação nos processos produtivos, com destaque para melhorias genéticas das frutas e para os novos processos de irrigação, traz um novo patamar produtivo para todo o Estado, aumentando as exportações e ganhando representatividade na balança comercial.

Petróleo e gás: No setor de petróleo e gás, continua a exploração das reservas continentais com a utilização de novas tecnologias de exploração de poços de baixa produtividade, ou mesmo via produtores individuais, e é expandido o processo de extração nas bacias offshore, recuperando o setor, principalmente no norte do Estado. O pré-sal, na região Sudeste, continua a concentrar as atenções das grandes petroleiras, contudo também se voltam para a exploração marítima no Rio Grande do Norte, realizando os investimentos necessários à atividade.

Produção de sal: A ampliação do porto de Areia Branca e o aproveitamento do modal ferroviário, na redução dos custos logísticos de distribuição nacional e internacional, viabilizam o aumento do escoamento e da produção de sal de 4,1 milhões de toneladas, em 2010, para 6,8 milhões de toneladas em 2035. Além disso, ocorrem investimentos à jusante na cadeia do sal, com o beneficiamento do mineral na forma de produtos derivados de maior valor agregado, adensando a cadeia do produto no Estado.

Setor têxtil: O setor têxtil experimenta a expansão das facções e o aumento da participação relativa das confecções, ancoradas por investimentos em capacitação técnica e por incentivos pontuais. O setor ganha produtividade e continua a ter grande representação nos índices de emprego, enquanto o combate à informalidade reduz os impactos da concorrência desleal. O estímulo ao empreendedorismo e a busca por agregação de valor trazem novas oportunidades à jusante, como a fabricação local de tintas, serigrafia e aviamentos. Novas estruturas de distribuição e comercialização surgem no Estado, e marcas locais ganham evidência regional, como por exemplo linhas especializadas em proteção da pele contra os raios ultravioleta (UVs).

Construção civil: Com a regulação ambiental mais eficiente, com o pacto político-institucional e com a grande demanda por imóveis residenciais e comerciais e por grandes obras de infraestrutura, o setor de construção civil consegue ganhar ainda mais relevância no Estado. A absorção de novas técnicas e inovações nos insumos, permite um aumento da produtividade no setor. Como reflexo do novo perfil socioeconômico norte-rio-grandense, as oportunidades migram progressivamente da construção de casas populares para imóveis de classes A e B.

Comércio: No setor de comércio, é verificada uma aceleração no processo de formalização e regularização, principalmente das micro e pequenas empresas das cidades do interior do Estado, o que aumenta a base de arrecadação tributária e reduz a concorrência predatória, resultado da grande informalidade.

Serviços: Mantendo a sua importância na geração de empregos, o setor de serviços passa por um salto qualitativo, com a maior relevância dos serviços avançados, com o aumento da disponibilidade de serviços médicos, técnicos e de educação presencial e à distância. Os serviços agregam cada vez mais valor adicionado bruto à economia potiguar, operando de forma crescentemente integrada à indústria e aumentando, portanto, a densidade industrial (o valor adicionado bruto industrial per capita) do Rio Grande do Norte.

Além do desenvolvimento dos setores mencionados, a evolução da estrutura produtiva do Rio Grande do Norte também se destaca pelo crescimento de alguns setores específicos, como a avicultura, a aquicultura e o setor de laticínios. Esses setores também se aproveitam das novas alternativas de escoamento da produção, da formalização do emprego, do fim da guerra fiscal e de políticas de atração de investimentos e de adensamento de suas cadeias produtivas.

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