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ARENA DAS DUNAS

‘Natal vai sambar’ com Xande de Pilares na Arena das Dunas

A festa contará ainda com shows das potiguares Mesa Doze e Samba Preto no Branco.

Por Redação

12 de março de 2018 | 12:29

Cria dos seletos terreiros do samba carioca, o cantor, compositor e músico Xande de Pilares, estará em Natal no dia 23 de março para a festa “Natal vai Sambar”, na Arena das Dunas. A festa contará ainda com shows das potiguares Mesa Doze e Samba Preto no Branco. A venda física dos ingressos e mesas está disponível na Bransky do Midway Mall. Para adquirir até quinta-feira (15/03), na compra de quatro ingressos será ofertada uma mesa. Vendas virtuais neste link http://outgo.com.br/event/11770.

Grande parceiro de sambistas como Arlindo Cruz, gravado por vários nomes da MPB, como Diogo Nogueira, Beth Carvalho, Maria Rita, Leci Brandão e a fadista portuguesa Raquel Tavares, Xande é além de grande sambista e compositor, um dos bambas fundadores do Grupo Revelação, no qual entrou em 1991 e saiu em 2014, para iniciar sua carreira solo. Também integra o quarteto de intérpretes do Salgueiro.

Apesar trazer Pilares no nome, Xande tem sua origem no Morro da Chacrinha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Lá, no quintal de sua mãe onde o pequeno Alexandre inicia, com seu violão, uma longa estrada no samba. “Lá em casa tinha um quintal enorme. E todo mundo fazia festa. Um tio tocava violão, outro cavaquinho e bandolim. Meu avô, acordeão”, lembra o compositor que possui uma das grandes credenciais de sua geração junto ao samba de raiz. Após anos no grupo Revelação, Xande lançou seu primeiro álbum solo em 2014 pela Universal Music. Perseverança possui 14 faixas, conta com músicas compostas pelo próprio cantor e por nomes como Serginho Meriti e Arlindo Cruz.
Black music e samba

Fã de música desde criança, construiu suas influências musicais embrulhadas para presente de Natal. “No Natal, ganhava dois LPs: um do Roberto Carlos, que eu adorava, e um de samba: Martinho da Vila, Elza Soares, Jorginho do Império, Benito de Paula, Agepê, Bezerra da Silva, Dicró, Clara Nunes, Cartola, Nelson Cavaquinho…. Tinha também influência da música importada. Me lembro dos meus tios fazendo aqueles cabelos black-power com garfos. Gostava de Jackson Five, James Brown, Ray Charles e AC/DC.”
Quando uma tempestade destruiu a casa no Morro da Chacrinha, a família se mudou para o Morro do Andaraí e, depois, para São Gonçalo. Em 1981, atravessou o viaduto de Pilares e foi morar na comunidade Águia de Ouro, colada ao cemitério de Inhaúma, que virou seu quintal. Foi lá que perdeu medo de cemitérios, já que era o local de soltar pipa e comer manga no pé.

Durante os anos 80, levado pelo seu primo Guará, começou a frequentar os pagodes que se espalhavam pelo subúrbio do Rio de Janeiro. O Cacique de Ramos foi o primeiro que conheceu. “Eu era só um menino em volta daquela mesa tentando chegar perto para poder ver! Ver a Beth Carvalho, o Zeca Pagodinho, o Arlindo Cruz e Camunguelo que, de repente, largava a flauta e mandava um verso. Até então eu ainda não conhecia verso de partido alto. Tinha aprendido a versar de outro jeito, com as festas da Folia de Reis que tinham no morro.” Nesta mesma época, frequentava o Pagode do Boleiro, o da Beira do Rio e o Pagofone do Cachambi.

Tocava em barzinhos no intervalo dos estudos e do trabalho como metalúrgico. “Pegava meu cavaquinho, fazia um free-lance, ganhava um dinheiro, me divertia. Frequentava e tocava no Pagode da Geci, no Compasso da Vila, no Risco de Vida, na Adega do Sambola”, relembra.
O Revelação se formou em 1992 com Xande na voz e no cavaquinho, Luciano Nascimento (tan tan), Sérgio Rufino (repique de mão), Alexandre Brasilia (pandeiro), Ronaldo Chagas (violão) e Artur Luís (reco-reco). O pagode toda quinta feira na quadra da Escola de Samba Acadêmicos da Abolição ficou famoso. Mas o grupo só lançou seu primeiro disco em 1999. Foram ao todo nove álbuns, quatro DVDs e mais de dois milhões de discos, sem contar as coletâneas e participações.

“Os sucessos, muitos: “Velocidade da Luz”, “Tá Escrito”, “Mulher Traída”, “Coração Radiante”, “Só Vai de Camarote”, “Grades do Coração” e “ Deixa Acontecer” .As composições e parcerias de Xande também estão na voz de vários intérpretes. “Samba de Arerê” (Xande/Arlindo Cruz /Mauro Jr) foi gravada por Beth Carvalho e Diogo Nogueira. Maria Rita escolheu “Mainha me Ensinou” (Xande/Arlindo Cruz/ Gilson Bernini), “Bola pra Frente” (Xande/ Gilson Bernini) e “Nunca Se Diz Nunca” (Xande/Leandro Fab/Charlles André). Leci Brandão gravou “Perdoa” (Xande/Helinho Salgueiro) e” Meu Oceano” (Helinho do salgueiro / Xande de Pilares / Mauro Junior).

Com a fadista portuguesa Raquel Tavares, compôs “Aceita” e com o cantor americano David Elliot , filho Dionne Warwick, “My Moon”.
Em 2014, ganhou seu primeiro samba-enredo no Salgueiro, sua escola de coração. “Gaia, a vida em nossas mãos” (Xande de Pilares/Dudu Botelho/Miudinho/Betinho de Pilares/Rodrigo Raposo/Jassa) foi um samba nota dez e conquistou os prêmios Estandarte de Ouro e Tamborim de Ouro

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