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Política

Eleições

Ney Lopes confirma pré-candidatura ao Senado: “Está faltando quem fale mais pelo RN”

O pré-candidato também falou sobre o cenário político potiguar e nacional e o perfil do novo eleitor

Por Júlio Rocha

2 de março de 2018 | 17:58

Advogado e jornalista, Ney Lopes de Souza, prepara seu retorno à vida política como pré-candidato ao Senado para uma das duas vagas do Rio Grande do Norte na Casa. Em entrevista ao PORTAL NO AR, o ex-deputado federal por seis mandatos relatou a motivação a voltar à disputa eleitoral e seus planos para o estado.

“A maior motivação que eu tenho é concluir o trabalho legislativo que eu iniciei em seis mandatos como deputado federal. Tenho vários projetos de minha autoria, que estão sendo deturpados e eu quero ser uma voz em defesa deles”, destacou Ney.

O pré-candidato também falou sobre o cenário político potiguar e nacional e o perfil do novo eleitor. “Está faltando quem fale mais pelo Rio Grande do Norte”, explica.

Confira entrevista na íntegra

O que motivou o senhor a voltar para a cena política?

A maior motivação que eu tenho é concluir o trabalho legislativo que eu iniciei em seis mandatos como deputado federal. Tenho vários projetos de minha autoria, que estão sendo deturpados e eu quero ser uma voz em defesa deles. Por exemplo, criei o crédito educativo, hoje Fies, que na minha época concedia ao estudante de universidade pública, um rendimento mensal de um a dois salários mínimos, para ele poder pagar habitação, comida, livros, e hoje o Fies foi deturpado e só paga universidade particular. Tem que voltar para ajudar o estudante público, pois foi esse o sentido do projeto que eu criei. Quero voltar a ser um advogado dos aposentados e pensionistas no Congresso Nacional, não dos marajás, mas daqueles que passam a vida pagando a Previdência e terminam sem ter direito a nada. Quero terminar o trabalho que eu comecei criando o remédio genérico no Brasil, quando fui relator da CPI dos medicamentos, e hoje poderia ser mais acessível do que é. Esses e outros projetos foram o que fizeram durante 15 anos seguidos ser escolhido um dos cabeças no Congresso Nacional.

O senhor acredita que está faltando representatividade do RN no Congresso?

Também me motivou (a volta) o fato de o Rio Grande do Norte está perdendo todas, está faltando quem fale mais pelo Rio Grande do Norte. Você veja, as aguas do São Francisco chegaram lá na Paraíba, Ceará e não chegaram aqui. A gente tem uma pequena refinaria, a Clara Camarão, a Petrobras está tirando. Nós éramos o maior produtor de petróleo em terra do Brasil, mas a Petrobras está desativando os poços daqui. Vou disputar a eleição com o senso crítico de que não sou milionário, não sou líder, mas vou colocar o meu nome como opção e ver o que o RN quer. Quem achar que eu cumpri o meu dever em seis mandatos de deputado federal eu peço voto, quem achar que eu não cumpri eu peço que não vote em mim, procure um melhor, por que o voto não pode ser mais aventura.

Como o senhor avalia o perfil do novo eleitor e sua relação com as redes sociais?

Eu só serei por que estou acreditando totalmente que o eleitor mudou. Se não tivesse mudado, eu cairia até no ridículo com uma candidatura em que eu não tenho milhões para gastar. Não tenho chefe político, vereadores, prefeitos para me apoiar. Eu vou falar a Deus e ao povo, para ver se sou ouvido. Acredito que após o advento das redes sociais, por mais distante que esteja no interior do estado, você está atualizado, sabendo de tudo que acontece, vai levantar a vida dos candidatos e vai votar consciente.

O senhor já discutiu seu projeto político para formar alianças? Já definiu seu partido?

Eu estou já comprometido nos próximos dias para me filiar ao Partido Republicano Brasileiro (PRB), fundado pelo então vice-presidente José de Alencar, onde fui muito bem aceito. Hoje tem uma bancada de 26 deputados federais, tem diretórios em 95% dos municípios do Rio Grande do Norte. Dos partidos médios e pequenos é um dos maiores. Então serei candidato pelo PRB. Estou com a legenda assegurada, sem prejuízo de que outros partidos possam integrar nossa coligação.

Em relação ao Governo do Estado, estão sendo colocados alguns nomes para a disputa como Robinson Faria, Fábio Dantas, Fátima, Carlos Eduardo… O senhor pretende se coligar com algum deles, ou outro nome?

O nosso partido vai ter a minha candidatura para o Senado, o segundo candidato não terá. Vou disputar o segundo voto. Até o momento e a tendência é de que não tenhamos candidato ao Governo. Ou seja, vamos concentrar a luta em uma vaga no Senado, deputado federal e deputado estadual. Nessa condição se eu me eleger, me apresentarei ao governador do estado, seja ele quem for, e direi vamos dar as mãos para defender o estado. Seja Fátima, Robinson, Fábio Dantas, Carlos Eduardo ou qualquer outro. Vamos apresentar propostas que viabilize empregos, renda e desenvolvimento para o RN.

Então esse seria o caminho para superar a crise que o estado enfrenta?

A primeira coisa exigida é o povo votar certo no dia 7 de outubro. Ser honesto não é uma virtude é um dever. Vou fazer uma campanha com propostas, com alternativas. E o eleitor deve pedir também aos demais candidatos propostas e votar confiando. Por que se não votar assim, o RN não tem jeito. Mas com consciência e todos juntos, podemos tirar o estado desse abismo que ele se encontra. Temos um potencial aqui de área de livre comércio na Grande Natal, Parnamirim, São Gonçalo, para gerar 40 ou 50 mil empregos, com fábricas se instalando para exportar, como existe na China, Estados Unidos, Peru, México e até hoje não se implantou no Brasil. Para exportar produtos como computador, chips, tudo que tiver mercado internacional. Beneficiaria indústrias locais, empregos aqui, desenvolveria o comércio como um todo. Temos proximidade geográfica com a Europa, África, Canal do Panamá, exportando pelo aeroporto inicialmente e até grupos privados poderiam investir em novo terminal portuários.

Em nível de política nacional, o senhor já te um posicionamento entre os pré-candidatos que se apresentam? Ou ainda de um movimento novos candidatos não políticos?

Não tenho muita preocupação com essa história de novo na política. O novo não é o fato de não ser político, nem ter uma idade de juventude, o novo é a ideia, a proposta, a convicção de defender ideias que o povo confie. O importante que o eleitor tem que ver são essas ideias dos candidatos.

Nesse contexto, o Brasil está ai com esses candidatos, não acredito que surjam outros. Não é um quadro bom, não são os ideais. Você tem na ala esquerda mais radical o Lula tentando ser candidato, não sei se vai conseguir, vai depender da Justiça. Do outro lado você tem o Bolsonaro, que é da direita mais radical. O Alckmin que se coloca como uma opção de centro, liberal, o Ciro Gomes e outros. Vou aguardar a opção do meu partido. Mas vejo com certa apreensão as candidaturas que estão postas para a Presidência.

 

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