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QUEM MANDOU DERRUBAR?

18/07/2018

13:33

Obra do TJ tem árvores derrubadas sem a autorização da Semsur

Moradora de Potilândia contabiliza que 10 árvores já foram destruídas; arquiteta condena ação

Por Ayrton Freire

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A jornalista Ana Carla Queiroz acordou na manhã de 17 de junho com o barulho causado pela derrubada de uma árvore nas obras do Complexo Judiciário em Potilândia, zona sul de Natal. Desde então, a moradora do bairro contabiliza que 10 árvores já foram destruídas sempre em operações feitas em fins de semana e que não foram autorizadas pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), a encarregada de permitir esse tipo de ação.

Ao PORTAL NO AR, a Semsur informou que recebeu uma solicitação vinda do complexo judiciário para a retirada de árvores. No entanto, “após uma análise de um engenheiro agrônomo, o pedido foi negado”.

De acordo com a secretaria, “na vistoria, o engenheiro agrônomo verificou 23 árvores no entorno do prédio e recomendou apenas o manejo periódico de podas de redução das copas (elevação, limpeza, contenção, condução, rebaixamento e equilíbrio) em todas as plantas”.

“É uma aberração. As dez árvores eram saudáveis e sequer estavam dentro do complexo. Elas ficavam na calçada, abrigavam uma biodiversidade gigantesca, já que por aqui (em Potilândia) é comum ver animais como pássaros e saguis pelas árvores”, comentou a moradora sobre a ação.

De acordo com Ana Carla, naquela manhã, duas árvores foram derrubadas por funcionários de uma empresa que trabalha nas obras do Complexo Judiciário. “Dois moradores chegaram a contestar aquela ação, mas foi apresentada uma autorização para eles”, contou sem saber informar quem autorizou o ato.

A reportagem já fez o contato com o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte (TJRN). Atendendo ao pedido do órgão, a demanda foi enviada por e-mail. O PORTAL NO AR aguarda resposta para saber de onde partiu a autorização mostrada pelos funcionários aos moradores.
arvore

Efeitos no meio ambiente

Consultada pelo PORTAL NO AR, a arquiteta Jhulia Leerana considerou o fato como “absurdo” e explicou que a preservação das árvores pode ser até proveitosa para a edificação. “Posso citar o conforto térmico já que essa vegetação gera áreas de sombreamentos e frescor, bloqueando parte da radiação solar direta. A questão do filtro também é um papel desempenhado por elas que filtram os ventos, barrando a poeira e proporcionando também uma ventilação mais ‘limpa’”, analisou.

Para a arquiteta, “com toda certeza fizeram isso por causa das raízes que podem dificultar na fundação, mas é revoltante que nos dias de hoje pessoas ainda ajam assim, pois temos inúmeras formas e profissionais que poderiam chegar a uma avaliação e um resultado diferente”.

Veja vídeo da ação:

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