Tecnologia 05/02/2018 14:26

Vem aí o engenheiro jurídico

Por admin

AS MÁQUINAS VÃO TOMAR OS EMPREGOS DOS ESTAGIÁRIOS DE ESCRITÓRIOS DE DIREITO

A inteligência artificial veio para fazer o trabalho manual, repetitivo, burocrático.

A inteligência artificial veio para fazer o trabalho manual, repetitivo, burocrático.

Já passa de uma centena o número de startups no ramo jurídico no Brasil

As máquinas podem executar a função de um advogado nos escritórios de direito e nos departamentos jurídicos de empresas? A resposta é sim.

A automação e a inteligência artificial começam a substituir o trabalho mais burocrático de produção de documentos e acompanhamento de processos por softwares. Ou seja, a área antes puramente de humanas agora acrescenta elementos de exatas. Sobrou para os estagiários de direito. Nas maiores corporações as vagas estão sendo cortadas pela metade.

Os cursos jurídicos nem atentaram ainda para a novidade. Posições-chave dos escritórios de advocacia serão ocupadas por profissionais que sabem escrever códigos. A linguagem de programação pede passagem aos jurisconsultos.

Elaboração de contratos mais simples de prestação de serviços, locação residencial, de mão-de-obra, dentre outros, tudo já está automatizado. Os contratos mais complexos devem entrar pela mesma porta – um software.

Você, advogado, certamente já ouviu falar na Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs. [O site da AB2L pode ser acessado AQUI.]

O sisudo ambiente do mundo jurídico começa a ter a companhia de uma nova geração, bem diferente, até na maneira de se vestir. Mudanças empreendidas pelas chamadas lawtechs e legaltechs, as startups que criam soluções para o mercado jurídico. Elas já são mais de 100 no ramo jurídico no Brasil.

TAREFAS


A maioria atua com análise e compilação de dados (“jurimetria”), automação de documentos jurídicos, gestão do ciclo de vida de contratos e processos, administração de informações para escritórios e departamentos jurídicos e soluções de inteligência artificial para tribunais e poder público.

O judiciário brasileiro já iniciou, com algumas delas, aplicações de inteligência artificial para acelerar processos e auxiliar as decisões dos juízes. Quem defende a novidade argumenta que ela veio para fazer o trabalho manual, repetitivo, burocrático.

Novos tempos nos escritórios de advocacia: vem aí o engenheiro jurídico. Que fará o meio de campo entre os universos jurídico e tecnológico.

Com informações do Valor Econômico.