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Cultura

27/06/2013

21:26

Quadrinistas traçam panorama na América Latina nos últimos 50 anos

Por mercadoecia

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Juntos, eles formam um grupo heterogêneo, mas os quadrinistas latino-americanos têm em comum um rico cenário de alegrias e tragédias que lhes serviu de inspiração.

Entre hoje e o próximo sábado, brasileiros e representantes de países vizinhos unem forças para discutir a evolução da produção latino-americana de HQs nos últimos 50 anos no seminário Balão de Diálogo, no Sesc Belenzinho, em São Paulo, e que terá uma segunda rodada de encontros de 24 a 27 de julho.

“Há contribuições de todos os cantos, mas os países sul-americanos com maior tradição de publicação industrial de quadrinhos são Brasil e Argentina. Ambos têm grandes nomes que se formaram com a ajuda de artistas gráficos europeus que vieram para cá”, explica o escritor e tradutor Joca Reiners Terron, que organiza o encontro.

É dele, em parceria com o empresário Rodrigo Teixeira, a ideia de juntar os jovens romancistas e quadrinistas que assinam alguns dos mais recentes títulos de graphic novels nacionais, sob o selo da Quadrinhos na Cia., como “A Máquina de Goldberg” –aventura nonsense de uma vítima de bullying em busca de vingança–, a ficção científica futurista “V.I.S.H.N.U.” e “Campo em Branco”, espécie de road movie que passeia pelas leis da física quântica.

O evento faz parte da exposição “HQBR21”, que traz uma retrospectiva da produção nacional a partir dos anos 2000 de histórias em quadrinhos para adultos e revela um mercado em ebulição. Detentora dos direitos de publicação no Brasil da Vertigo desde 2009, a Editora Panini, por exemplo, registrou um aumento de cerca de 15% ao ano no número de títulos lançados no país, entre livros e obras encadernadas.

Para Terron, porém, ainda há um longo caminho pela frente. “Nossa produção é tão vasta que, apesar de vivermos um bom momento, com uma série de editoras que se dedicam às HQs, o número de publicações ainda é insuficiente”, diz. “Muitos brasileiros que faziam quadrinhos na década de 1980 andam um pouco esquecidos, nomes como Mozart Couto, Rodval Matias e Watson Portela.”

Entre humanos
Hoje, a partir das 20h, o quadrinista da Folha de S.Paulo Laerte Coutinho e a argentina Maitena, autora da série “Mulheres Alteradas”, exploram as questões de gênero nas histórias em quadrinhos e, com humor, discutem as barreiras sobre o tema que ainda resistem.

“Há uma maneira particular de ver as coisas que é puramente feminina, mas não é preciso ser mulher para saber disso, os homens também podem interpretar o mundo desse jeito. O humor nas minhas obras é mais sobre as mulheres, tenta refletir a conduta feminina e sua forma de perceber o mundo”, disse ela à época do lançamento do último volume da série.

O seminário vai abordar, ainda, a produção local na década de 1950, quando os mercados locais se beneficiaram indiretamente da censura à produção norte-americana durante o macarthismo –período de rígido combate a comportamentos sociais considerados “antiamericanos”–, criando por aqui HQs de terror e com temática erótica então proibidas nos Estados Unidos.

Em julho, o argentino Pablo “Kioskerman” Holmberg e o uruguaio Gervasio Troche –que se propõem a produzir quadrinhos de viés mais reflexivo, quase como “poemas visuais”–, irão falar da produção independente na internet. Para Kioskerman, a “possibilidade de se produzir on-line, sem a intermediação de uma editora, é fundamental. Permite experimentação e contato com o público”.

Além deles, um debate sobre graphic novels vai colocar frente a frente o portenho Juan Sáenz Valiente (“El Hipnotizador”) e o escritor e artista plástico Lourenço Mutarelli (“Diomedes”). Também irão passar por lá o argentino Liniers, o gaúcho Adão Iturrusgarai e os gêmeos paulistas Fábio Moon e Gabriel Bá. Haja balão.

BALÃO DE DIÁLOGO
QUANDO de amanhã a sáb. (29/6) e
entre os dias 24 e 27/7; abertura às 20h
ONDE Sesc Belenzinho (r. Pe. Adelino, 1.000,
região leste, São Paulo; tel. 0/xx/11/2076-9700)
QUANTO grátis; vagas limitadas
CLASSIFICAÇÃO 14 anos

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