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Entrevista Exclusiva

06/11/2017

13:55

“Sem modernização, Alecrim vai desaparecer. Mas, ainda podemos salvá-lo”, diz prefeito.

Carlos Eduardo comentou a Pesquisa Perfil/Portal No Ar, contou como surgiu e serão executadas mudanças urbanas e venda do teatro Sandoval Wanderley

Por Redação

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“A aprovação ao projeto que temos para o Alecrim, revelada pela pesquisa de opinião realizada pelo Instituto Perfil, nos deu a certeza de que estamos no caminho certo”, comemorou o prefeito Carlos Eduardo Alves. Em entrevista exclusiva ao Portal No Ar, ele comentou os números da consulta pública, que revelou que 87% dos natalenses aprovam a modernização do Alecrim, com o reordenamento do espaço público, liberando as calçadas para os pedestres, entre outras intervenções urbanas.

Segundo o prefeito, o Alecrim tem, atualmente, cinco mil pontos comerciais, que oferecem 35 mil empregos. Mas, já foram oito mil pontos comerciais em funcionamento, gerando oito mil postos de trabalho. A queda desses números, avalia Carlos Eduardo, é consequência da perda de público no centro comercial do bairro.

“O Alecrim está degradado, fazendo com que os consumidores prefiram ir a outros centros comerciais, porque não conseguem estacionar seus veículos, nem mesmo caminhar nas calçadas. O bairro está sendo abandonado pela população, mas ainda podemos salvá-lo. O Alecrim só não vai acabar se tiver a oportunidade de se revitalizar”, acredita o prefeito.

“Os ambulantes não podem mais ficar nas calçadas. Calçada é lugar de pedestre. Aquilo está matando o Alecrim”, acrescentou, revelando que, “há muito tempo”, procurava uma solução para a modernização do bairro. Segundo contou, essa oportunidade apareceu agora com o surgimento de um grupo comercial que procurou a Prefeitura para comunicar a construção de um shopping e vários microshoppings no Alecrim.

“Não se trata de Parceria Público Privada, pois não há por parte da prefeitura cessão ou alienação de bens, nem isenção fiscal. Também não cabe licitação, pois o Município nada pagará pelas obras que serão feitas nas calçadas e praças do Alecrim”, esclarece o prefeito, explicando que a padronização das calçadas, a reforma da praça Gentil Ferreira, a construção de um obelisco com o novo relógio do Alecrim e a construção de um boulevard onde hoje funciona o camelódromo, além da instalação de um sistema de câmeras para o videomonitoramento do bairro pela Guarda Municipal, foram contrapartidas exigidas pela Prefeitura para licenciar os empreendimentos comerciais do Grupo 25.

“O G25 não está recebendo nada em troca dessas intervenções urbanas. Eles estão comprando ou alugando terrenos de particulares para instalar seus shopping e microshoppings. Mas, sabem que, com o Alecrim do jeito que está, não terão público para seus empreendimentos”, explicou Carlos Eduardo.

O prefeito insistiu que Natal não pode perder essa oportunidade de resgatar o potencial comercial do Alecrim. “Os empresários do G25 entenderam que as contrapartidas exigidas pela Prefeitura são essenciais para manter, recuperar e aumentar o público consumidor que vai ao Alecrim. Hoje, do jeito que está, o Alecrim não comporta o fluxo de pessoas um shopping com 380 lojas e mil vagas de estacionamento vai atrair”, analisa.

A Pesquisa Perfil/Portal No Ar confirmou o argumento do prefeito. 77% dos 801 entrevistados entre os dias 20 e 22 de outubro, nos quatro cantos de Natal (Norte, Sul, Leste e Oeste), declararam que frequentarão mais o Alecrim depois da modernização.

Sobre a desaprovação de 11% revelada pela Pesquisa Perfil/Portal No Ar, o prefeito disse acreditar que essa minoria também apoiará as mudanças, quando vi que, ao contrário do que seus opositores políticos dizem, a modernização só trará ganhos para todos: população, lojistas e até para os pequenos comerciantes do Alecrim.

“Não haverá desemprego. Pelo contrário! As melhorias no bairro vão atrair mais negócios e incentivar a formalização dos já exigentes”, prevê o prefeito, revelando também contar com um aumento na arrecadação fiscal do Município. “Por tudo isso, a prefeitura está junto com a iniciativa privada para realizar esse grande projeto de modernização. Um projeto com o qual o Alecrim só tem a ganhar, para se manter vivo e revitalizado”, concluiu.

 

Questionado sobre os camelôs…

“Os ambulantes não podem mais ficar nas calçadas. Calçada é lugar de pedestre”, repetiu o prefeito, revelando um número surpreendente: “70% das bancas que ocupam as calçadas e o camelódromo do Alecrim hoje, pertencem a donos de lojas”. Segundo ele, são lojistas que ocuparam o espaço para competir com os informais que não pagam impostos.

“Estamos cadastrando os ambulantes, para conhecer a realidade. Quem é ambulante, quem é lojista e quem está alugando o direito de uso do espaço público dentro do camelódromo. O cadastramento também vai nos dizer quem vende o quê. Não podemos licenciar produtos ilegais ou que atentem contra as normas da vigilância sanitária. Com essas informações, vamos encontrar uma solução”, garantiu.

 

Questionado sobre o teatro Sandoval Wanderley…

“Aí sim caberá uma licitação”, disse Carlos Eduardo, confirmando que a prefeitura pretende vender o teatro.

“O Sandoval Wanderley está deteriorado e, para funcionar, a reforma custaria mais de R$ 2 milhões, que a prefeitura não tem. Além disso, o teatro está em uma área vocacionada para o comércio, sem vida noturna e sem espaço para estacionamento”, argumenta o prefeito, para confirmar: “Vamos vender o Sandoval Wanderley por edital público e já encontramos uma área na Ribeira, que é vocacionada para Cultura, onde quem comprá-lo terá que construir um novo teatro”.

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