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DESPEDIDA

Velório de cantor morto em assalto tem silêncio, lágrimas e revolta

Missa será às 8h, no ginásio do IMA, e o sepultamento será às 10h, no Cemitério Parque da Passagem

Por Heilysmar Lima

4 de abril de 2018 | 19:52

Silêncio, tristeza, dor, lágrimas e, principalmente, revolta. Esses foram os sentimentos que marcaram o início do velório do cantor e professor Alex França. Pouco a pouco, familiares, amigos e alunos foram preenchendo os espaços vazios do ginásio.

A cerimônia está sendo realizada no ginásio de esportes do Instituto Maria Auxiliadora, na zona Leste da capital. No local, familiares, amigos, fãs e alunos prestaram suas homenagens a França.

No centro da quadra, Alex recebe as últimas homenagens. No período em que a reportagem do portalnoar.com.br esteve no velório, era possível ouvir, ao fundo em meio ao silêncio, o choro inconsolável de alguém que, notoriamente, sofria com a partida repentina do jovem músico e educador.

A todo instante mais pessoas chegam para o último adeus. A cada lamentação de um familiar, amigo, fã ou aluno, a dor é replicada para todos os presentes.

Abalados, os familiares não continham a emoção. Jarbas França é primo de Alex e destacou que o que fica é o sentimento positivo. “Ele sempre buscava ajudar ao esporte, era um cara batalhador, sempre animado. Fica a lembrança gostosa dele”, declarou com o olhar tomado por lágrimas.

Jarbas ainda acrescentou que o jovem músico deixou seu legado de feitios positivos. “Nunca fez mal a ninguém. As redes sociais mostram o quanto ele era querido por todos. Ele era só alegria. A gente fica triste com essa situação”.

Ele ainda se mostrou preocupado com a insegurança em Natal e pediu providências.

“Chegou numa situação que a gente tem que rezar para não ser o próximo. É isso que vem acontecendo na nossa cidade. É triste. Os órgãos competentes precisam tomar alguma providência. A situação está cada dia pior. O medo de sair de casa não é só meu, é de todos”, protestou.

O coordenador de esportes do Auxiliadora, Roberto Calmon, relembrou de Alex como um educador nato. “Era um professor que usava a palavra com nostalgia, com excelência, muito bem preparado. Ele deixou o legado dele dentro do coração de cada um que passou por ele”, conta com os olhos marejados.

Para ele, o sentimento é “de injustiça, decepção de como um mundo está nos dias de hoje e de achar que não conseguimos fazer mais nada”, disse.

O sepultamento está marcado para as 10 horas desta quinta-feira (5), no Cemitério Parque da Passagem. Antes, uma missa de corpo presente será celebrada, às 8 horas, no mesmo local do velório.

O crime

Alex França foi morto na noite dessa terça-feira (3) após uma tentativa de assalto. O cantor, que também é professor de educação física, estava na casa de um amigo e saía para a faculdade, quando três homens chegaram de surpresa e pediram a chave do carro. Eles deitaram as vítimas no chão e retiraram a chave do bolso de Alex e na fuga atiraram em suas costas.

Alex França foi socorrido para a Unidade de Pronto Atendimento da Cidade da Esperança, também na zona Oeste e transferido para o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel. Ele chegou a unidade consciente, mas antes de a cirurgia começar, não resistiu aos ferimentos e faleceu.

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