Economia

COMPETITIVIDADE

73% das empresas do Procompi inovam e passam a oferecer novos produtos ou serviços

Em sua quinta edição, programa da CNI e do Sebrae atende 2,2 mil micro e pequenas indústrias em todo o Brasil.

Por Redação

16 de agosto de 2019 | 12:34

Foto: Divulgação/CNI

Sete em cada 10 empresas (73%) atendidas pela atual edição do Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias (Procompi) afirmam ter implementado processos mais modernos, ofertado novos produtos ou serviços ou aperfeiçoado os que já possuem por meio das ações do programa.

Os dados constam de balanço parcial da 5ª edição do Procompi, que começou em junho de 2016 e vai até 2020. O programa é uma parceria entre a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) com o objetivo de fortalecer micro e pequenas indústrias em todo o Brasil.

Ao todo, no atual ciclo do programa, 2.277 empresas são beneficiadas por meio de 117 projetos. Essas empresas representam 19 segmentos industriais e estão distribuídas entre 22 estados brasileiros. Até agora, 927 empresas concluíram os projetos e responderam ao balanço parcial.

De acordo com esse balanço, 677 empresas implementaram ações de inovação ao longo do programa. Outras 535, de meio ambiente. Dentro do conjunto de empresas, 144 participaram de ações voltadas especificamente para a redução de seu custo de produção e o resultado também foi positivo: com redução média de 34% nesse custo. Os dados foram apresentados na manhã desta quinta-feira (15) durante a abertura do 4º Encontro Nacional de Gestores do Procompi, em Maceió (AL). Durante o evento, que vai até esta sexta-feira (16), gestores do programa vão apresentar resultados, discutir melhorias e próximos passos do convênio.

O gerente-executivo de Política Industrial da CNI, João Emílio Gonçalves, afirma que o diferencial do Procompi é atender a demandas personalizadas das empresas, com o objetivo de ampliar sua competitividade. O gerente-executivo ressalta que, no atual cenário econômico, as micro e pequenas indústrias que participam do Procompi estarão preparadas para aproveitar as oportunidades que serão abertas com a retomada do crescimento econômico.

“Durante o encontro de gestores, vamos discutir tendências do setor das micro e pequenas indústrias e do mercado para que a próxima edição do programa contribua para o crescimento desse segmento”, afirma Gonçalves.

RETOMADA DO CRESCIMENTO ECONÔMICO – Em Alagoas, uma das empresas beneficiadas pelo Procompi é a Coach Camisaria & Uniformes, em Maceió. Com 12 funcionários, ela entrou no programa em 2018 e recebeu consultorias com o objetivo de padronizar seus processos e melhorar o seu fluxo de produção. As mudanças incluíram adequação no próprio layout da produção, com um rearranjo físico do chão de fábrica. O processo produtivo foi redesenhado desde a etapa de recebimento de pedidos até a entrega.

O sócio proprietário da Coach, Luiz Carlos Silva, disse que a reorganização das máquinas e das equipes buscou tornar mais rápida a saída das mercadorias da empresa. O local onde os profissionais fazem o acabamento das peças, por exemplo, que ficava posicionado no centro da empresa, foi transferido para a saída. O empresário também recebeu consultoria sobre a escolha de fornecedores mediante a oferta de preços, a chamada tomada de preços, e conseguiu renegociar o valor da matéria-prima utilizada em sua produção. Em meio ao cenário de crise econômica, Silva comemora o fato de ter conseguido manter o faturamento e a clientela e acredita estar preparado para um novo ciclo de crescimento.

“O Procompi nos ajudou a melhorar toda a organização da empresa. Ele nos trouxe a possibilidade de enxergar o que já estava correto e o que demandava mudanças. Os meus colaboradores também ganharam uma visão melhor sobre a organização da empresa”, afirmou Silva.

INVESTIMENTO – Em Alagoas, a atual edição do Procompi investe R$ 1,3 milhão no desenvolvimento de seis projetos, totalizando 104 empresas beneficiadas. Esses projetos são desenvolvidos por meio de uma parceria entre Federação das Indústrias do Estado do Alagoas (FIEA) e o Sebrae-AL.

A empresa de Luiz Carlos Silva é atendida especificamente pelo projeto voltado para o desenvolvimento de micro e pequenas indústria do setor têxtil da região metropolitana de Maceió e do Agreste Alagoano. Dentro desse projeto, ao todo, 17 confecções são beneficiadas com consultorias que buscam não apenas ampliar sua competitividade no mercado, mas estimular a cooperação entre elas, permitindo que o setor se organize como um todo.

 

 Em meio ao cenário de crise econômica, Silva comemora o fato de ter conseguido manter o faturamento e a clientela (Foto: Divulgação/CNI)

 

Os empresários alagoanos do setor passaram por consultorias sobre negócios; adequação de máquinas e equipamentos; tratamento de resíduos; modelagem; balanceamento do fluxo de produção; gestão financeira; gestão da inovação; gestão empresarial e saúde e segurança no trabalho.

Em termos de produtividade, o conjunto de empresas atendidas pelo projeto na área têxtil relatou um crescimento de 41,67%. Em termos de resultados qualitativos, percebeu-se a criação de uma cultura em torno da segurança do trabalho, o que promoveu benefícios dentro e fora das empresas.

FATURAMENTO – Segundo Francisco Acioli, presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário, da Confecção de Roupas Íntimas e da Fabricação de Bijuterias e de Joalheria do Estado de Alagoas (Sindivest), o impacto atinge não apenas capital, mas também o interior. De acordo com ele, as empresas que participam do projeto aumentam o seu faturamento entre 10% e 15% e ampliam sua carteira de clientes.

“O associado mudou sua visão de negócios. Vemos isso em Maceió, em Palmeira dos Índios, em Murici. É uma transformação da mentalidade empresarial, com valorização profissional, humanização das equipes. Os negócios estão ganhando espaço fora de Alagoas também, já que hoje algumas dessas empresas fazem negócios com Pernambuco, por exemplo”, afirma Acioli.

SOBRE O PROCOMPI – Criado em 2000, o Procompi busca elevar a competitividade das empresas industriais de menor porte, por meio do estímulo à cooperação entre as empresas, à organização do setor e ao desenvolvimento empresarial e territorial. Por meio de projetos submetidos por federações estaduais de indústrias e unidades do Sebrae, grupos de empresas de pequeno porte do mesmo setor recebem capacitação e consultoria para alavancar a produtividade e eficiência nos negócios.

Desde a sua criação, o Procompi já investiu 109 milhões em 472 projetos. Foram atendidas mais de 8 mil empresas em todo o Brasil.

A adesão das indústrias é feita por meio das federações e das unidades do Sebrae em cada estado. A expectativa é que o próximo convênio seja lançado no segundo semestre de 2020, quando os editais serão divulgados em todos os estados.

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