Cultura

Abandonado, Forte dos Reis Magos afugenta empresas de turismo

Por asmerdasqueeupenso

20 de agosto de 2015 | 09:57

Entulhos  e pedras estão sendo oclocadas na entrada da Fortaleza (Foto: Alberto Leandro/PortalNoar)

Entulhos e pedras estão sendo colocadas na entrada da fortaleza (Foto: Alberto Leandro/PortalNoar)

Aos olhos de um vistante o marco fundador da cidade em  6 de janeiro de 1598 e principal cartão postal da capital potiguar revela esquecimento e abandono.

Atualmente resguardado pelo Instituto de Patrimônio Histórico Nacional (IPHAN), o Forte dos Reis Magos que, no passado abrigou portugueses e holandeses, espera há dois anos por recursos federais orçados em, 8,8 milhões do PAC Cidades Históricas para sua recuperação estrutural.

Ainda não há um prazo oficial para inicio das obras que devem durar cerca de doze meses.

Buracos no estacionamento dificulta acesso(Foto: Alberto Leandro/PortalNoar)

Buracos no estacionamento dificultam acesso(Foto: Alberto Leandro/PortalNoar)

O ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, fará uma visita ao equipamento nesta quinta-feira (20), às 16h para observar o estado de conservação do principal monumento histórico do Rio Grande do Norte e uma das maiores atrações turísticas de Natal.

Paredes lateral do equipamento necessita de reparos (Foto: Alberto Leandro/PortalNoar)

Paredes lateral do equipamento necessita de reparos (Foto: Alberto Leandro/PortalNoar)

Enquanto isso, problemas de lixo, entulhos, pintura , degradação das paredes  e insegurança  dão lugar a um cenário onde as empresas de turismo retiram paulatinamente os passeios com destino à fortaleza que sequer dispõe de uma linha de ônibus.

A estrutura externa de acesso ao forte apresenta problemas já na área de estacionamento com buracos na pista e insegurança para comerciantes e turistas. O guia Messias Nascimento que trabalha há quase sete anos no local observa a decadência do movimento. “Hoje apenas uma empresa de passeios traz turistas pra cá. Todas as outras desistiram. “Para nós é um grande prejuízo”, lamenta.

Sem a presença cosntante da policia militar, o  local já foi alvo de assaltos e se tornou inseguro para a circulação de turistas, de acordo com Luciano Nascimento, outro guia que fica diariamente à espera de turistas.

Para entrar na fortificação entre 8h e 16h, atualmente não há cobrança de ingressos. Todavia o visitante observa um sitio arqueológico em obras e tem somente o acesso físico a uma bela vista do Oceano Atlântico e do Rio Potengi.

Casal paulista Ailton Fernandes e Silvana Barbosa: "Impresnão não é boa para quem vem pela primeira vez" (Foto: Alberto Leandro/PortalNoar)

Casal paulista Ailton Fernandes e Silvana Barbosa: “Impresnão não é boa para quem vem pela primeira vez” (Foto: Alberto Leandro/PortalNoar)

“Foi por isso que deixamos de realizar passeios para lá”, explica George Costa, da Luck Receptivo, empresa que realizava trajetos ao forte até o final de 2014.  “Lá só tem insegurança e riscos de acidentes para os nossos clientes com aquelas obras”.

O empresário informa que  informações sobre o Forte dos Reis Magos são prestadas em passeios externos acompanhadas por justificativas de porque o serviço de passeio não é mais oferecido. “Não vamos colocar nossos cliente em risco. Só voltaremos a prestar esse serviço quando o equipamento retornar como um forte museológico”, sentencia George.

Última empresa

A única empresa que insiste em levar turistas é a Whel Tour, que está com data marcada para o cancelamento dos passeios. “Até outubro não vamos mais levar turistas para lá,  pois estamos correndo um grande risco”, avisa Wellignton Palhanom dono da empresa..

Os visitantes que adentram a fortificação se sentem frustrados com a situação das obras e com as poucas informações existentes. “É  a segunda vez que visito esse forte e agora vejo que falta de informações, poucos esclarecimentos sobre este local. Não é uma boa impressão que fica”, lamenta  o casal paulistano Ailton Ferreira de Lima Silvana Barbosa.

Como em matérias anteriores relativas ao patrimônio histórico e cultural sob a esfera federal, mais uma vez o Portalnoar.com procurou o IPHAN para os devidos esclarecimentos sobre a situação da fortaleza. A reportagem novamente foi avisada que teria que enviar todas informações via email. As questões foram remetidas e aguardam resposta.

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