Esportes

FEITO HISTÓRICO

Após 14 anos, Brasileirão volta a ter mulher como árbitra em jogo da Série A

Edina Alves vai apitar o jogo entre CSA-AL e Goiás, na segunda-feira (27)

Por Estadão Conteúdo

21 de maio de 2019 | 17:31

Foto: Kin Saito/CBF

O Campeonato Brasileiro terá uma novidade na próxima segunda-feira (27). Depois de 14 anos, uma árbitra voltará a comandar uma partida da Série A da competição. Quem terá essa honra será a paranaense Edina Alves, que vai trabalhar no jogo entre CSA e Goiás, em Maceió, e encerrar o jejum que já dura desde 2005, ano da última participação feminina no apito.

Naquele ano, a paulista Silvia Regina de Oliveira apitou o confronto entre Fortaleza e Paysandu, pelo segundo turno. Curiosamente, ela também vai trabalhar no jogo entre CSA e Goiás e terá como função supervisionar o funcionamento do sistema de árbitro de vídeo (VAR). Na opinião do presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Leonardo Gaciba, a escalação de Edina na rodada representa um feito histórico para o futebol brasileiro.

“Eu só consigo ver meus árbitros como pessoas iguais. Acho que ela serve como exemplo não só para mulheres, mas para todos”, disse o dirigente. Gaciba contou que Edina atuava como assistente, porém decidiu recomeçar a carreira como árbitra, voltou a apitar nas categorias de base e cresceu até conseguir atingir o nível de apitar uma partida da Série A.

Edina vai viajar nas próximas semanas para a França, onde vai trabalhar como árbitra no Mundial Feminino. A paranaense terá como auxiliares Neuza Back e Tatiane Camargo, que não vai poder participar da partida em Maceió por estar lesionada. Emerson Augusto de Carvalho, que trabalhou na Copa do Mundo da Rússia, será o substituto dela.

“O time brasileiro que vai para o Mundial chega como um dos mais fortes do mundo. E eu tenho certeza que essa escala na Série A vai dar muito mais força mental para elas para chegarem ao Mundial e fazer um excelente trabalho”, comentou Gaciba.

O projeto de dar mais espaço para mulheres apitarem na Série A teve início anos atrás, ainda na gestão do ex-presidente José Maria Marín. Ao lado da integrante da Escola Nacional de Arbitragem de Futebol e ex-árbitra Ana Paula Oliveira, o dirigente tinha a vontade de aumentar a presença feminina no comando das partidas do Brasileirão.

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