Cultura

HISTÓRIA

Após seis anos, Museu Câmara Cascudo é cobrado e inicia restauração de arquivo do Diário de Natal

Trabalho de higienização foi iniciado essa semana, mas exposição ainda vai demorar

Por Ayrton Freire

10 de abril de 2019 | 09:37

Diário de Natal do dia 31 de dezembro de 1947 (Foto: Ayrton Freire/Portal No Ar)

Uma sala do Museu Câmara Cascudo não abre há anos para o público. Desde 2013, o local guarda um acervo no qual os principais fatos históricos ocorridos em mais de sete décadas estão registrados. Nessa segunda-feira, 8, uma equipe técnica adentrou o espaço que, depois de tanto tempo, cheira a poeira para iniciar um trabalho que representa o único avanço para a exposição do arquivo do Diário de Natal, jornal que completa, em 2019, 80 anos de fundação.

“Tome esta máscara”, disse um funcionário do museu administrado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, a UFRN, entregando ao repórter o acessório que evitou uma reação alérgica devido à poeira do local. Nas prateleiras, no chão e em todo o espaço, caixas guardam edições impressas do jornal e pastas escondem as fotografias estampadas nas folhas do papel que hoje está amarelado e deteriorado pelo tempo.

Alguns desses recortes estavam sobre uma mesa rodeada por quatro pessoas que preparam o material para ser retirado do museu. Um trabalho que vai contra as expectativas de quem quer ver logo aquele acervo exposto no local. É que se faz necessário digitalizar e higienizar o arquivo do jornal no ‘Laboratório de Restauração de Documentos da UFRN’. Só depois dessa etapa, uma exposição será possível.

Equipe começou trabalho de higienização após quase seis anos da chegada do arquivo (Foto: Ayrton Freire/Portal No Ar)

O acervo do Diário de Natal chegou ao Museu Câmara Cascudo depois de quase ir parar em Pernambuco. É que o material, depois que a empresa Diários Associados S/A fechou o jornal em 2012, estava negociado com a Fundação Joaquim Nabuco. A UFRN tomou posse do arquivo após intervenção da promotoria do Meio Ambiente e do Patrimônio Público.

O trabalho iniciado essa semana depois de, praticamente, seis anos do acervo no museu sem que nunca tenha sido exposto ao público, é necessário por uma “questão de legislação”, conforme dito por um funcionário do local. É que um termo de comodato assinado pela universidade com a Editora Diários Associados S/A prevê a digitalização do acervo e acesso livre para consulta pública.

A UFRN se vê na ‘obrigação’ de tratar o arquivo do Diário de Natal e deixá-lo acessível no Museu Câmara Cascudo. Mas, a espera que já ultrapassou meia década ainda vai perdurar. “Esse trabalho é demorado, e estamos falando de um acervo enorme, de mais de 70 anos”, disse o funcionário.

Prateleira com jornais antigos. Caixas também ficam no chão (Foto: Ayrton Freire/Portal No Ar)

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