Sem categoria 15/04/2019 11:17

Nosso Al Capone

Por François Silvestre

Alphonse Gabriel “Al” Capone foi um criminoso multidisciplinar. Navegou em todos os mares da criminalidade. Porém, nunca foi apanhado pelos seus crimes bárbaros. Traficou bebidas, drogas e cometeu inúmeros assassinatos. Matou um amigo para ficar com sua mulher. Praticou uma chacina, com bandidos fantasiados de policiais, no centro de Chicago. Incontáveis delitos. Mas, os Federais não conseguiam provar. E ele nadava na impunidade. Até que, num deslize fiscal, ele foi apanhado como sonegador. Crime suave provado, foi preso e mandado para um presídio federal. Lá, ele foi humilhado, surrado brutalmente e nunca mais se levantou. Um pequeno delito o fez pagar pelos grandes crimes.

Temos aqui um sósia seu, na fisionomia delituosa. José Maria Marim. Foi durante o regime ditatorial senhor de destaque do poder em São Paulo. Apoiava politicamente a tortura de presos políticos e financiava o aparelho repressor. No emaranhado da vida empresarial, misturada com futebol, ele deitava, rolava e roubava. Corrupto notório e financiador de assassinatos, por tortura. Nunca foi apanhado por esses crimes. Tudo mudou. Há alguns anos foi alcançado por crimes de corrupção, preso na Suíça e transferido para Nova York, onde foi posto num presídio infecto; imundo igual a ele. Pela corrupção provada, está pagando, igual ao mafioso ítalo-americano. Agora foi punido pela FIFA, com pena perpétua de impedimento sobre qualquer ação no futebol. Tardou, mas chegou!

François Silvestre

Descrição Atualidades, antiguidades e pouca paciência.

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