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INTERNACIONAL

Brasil e Paraguai retomarão discussão sobre construção de pontes

Cada país deverá ser responsável pela construção de uma das pontes

Por Mariana Tokarnia / Da Agência Brasil

7 de março de 2019 | 15:31

Projeção do DNIT de ponte sobre o rio Paraná. Divulgação

Brasil e Paraguai darão continuidade à discussão da construção de duas pontes ligando os dois países. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, esse será um dos assuntos tratados durante a visita do presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, no próximo dia 12.

Cada país deverá ser responsável pela construção de uma das pontes. A previsão é que a brasileira seja iniciada ainda este ano, e deverá ser concluída em três anos.

Um das pontes ligará a cidade paranaense de Foz do Iguaçu a Puerto Presidente Franco, no Paraguai. Essa ficará a cargo do Brasil e deverá servir para desafogar o intenso fluxo na Ponte da Amizade, que liga Foz do Iguaçu a Ciudad del Este.

A outra, que ficará a cargo do Paraguai, irá ligar a cidade de Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, a Carmelo Peralta. O objetivo é facilitar o acesso ao Oceano Pacífico. A previsão é que cada uma custará cerca de US$ 70 milhões.

No ano passado, esse foi assunto tratado também pelo ex-presidente Michel Temer. Segundo o Itamaraty é preciso avançar em questões técnicas. Do lado do Paraguai, será necessária alteração no acordo, para que cada país arque com as despesas da construção de uma das pontes. Pelo acordo firmado atualmente, o valor seria divido.

Além da construção das pontes, o presidente Jair Bolsonaro e Abdo Benítez deverão tratar também da segurança na fronteira, do combate ao tráfico e do comércio entre os países e da região.

Questões internas do Mercosul – grupo que reúne Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina – e negociações do grupo com outros países, além da situação da Venezuela também deverão entrar na pauta dos presidentes. Em janeiro, o Paraguai anunciou o rompimento das relações diplomáticas com a Venezuela. A decisão foi tomada após a posse do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

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