Política

CONGRESSO

Caso de Suzano não mudará atuação da Bancada da Bala, diz líder

Deputado federal tenta minimizar tragédia na defesa de grupos pró-armas

Por Gregory Prudenciano, Teo Cury e Renato Onofre

13 de março de 2019 | 16:19

Congressistas da Frente Parlamentar de Segurança Pública, conhecida como Bancada da Bala, não vão recuar na intenção de aprovar a permissão para porte de armas. A avaliação é do líder da bancada, o deputado federal Capitão Augusto, que tenta minimizar tragédia de Suzano na defesa de grupos pró-armas.

“É óbvio que grupos desarmamentistas vão tentar usar essa tragédia para tentar demonizar as armas. Não há legislação no mundo capaz de evitar uma tragédia como essa. Se alguém na escola tivesse uma arma, a história poderia ser outra”.

Para o parlamentar, a bancada já tem força o suficiente para aprovar a medida. Na conta dele, a frente será lançada até o dia 20, com mais de 300 nomes favoráveis a medida.

“Não altera nossa agenda. Vamos dar o direito do cidadão de bem se defender”.

Durante a tarde, a Câmara dos Deputados fez um minuto de silêncio em favor das vítimas da tragédia que deixou dez mortos e oito feridos.

Um dos expoentes da Bancada da Bala, o senador Major Olimpo (PSL-SP) também disse nesta quarta-feira, 13, em reunião da Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) do Senado Federal, que, se algum funcionário da escola portasse arma de fogo, a tragédia que aconteceu nesta manhã em uma escola de Suzano, na Grande São Paulo, seria minimizada.

Oito pessoas foram assassinadas, entre funcionários e alunos da instituição. Os atiradores, de 25 e 17 anos, se suicidaram. “Se tivesse um cidadão com uma arma regular dentro da escola, professor, servente, policial aposentado trabalhando lá, ele poderia ter minimizado o tamanho da tragédia”, discursou.

O senador atacou fortemente o Estatuto do Desarmamento e os críticos do decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) que flexibilizou as regras para obtenção da posse de arma. Para o parlamentar, apesar do decreto presidencial, a legislação continua muito restritiva e peca por omissão.

“Não podemos deixar que os aproveitadores se utilizem da tragédia para falar que o desarmamento é solução”, escreveu o parlamentar em seu último tuíte.

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