Política

CORTE DE VERBAS

Com bloqueio de verbas, UFRN está prestes a parar atividades

UFERSA e IFRN estão na mesma situação com bloqueio do Governo Federal

Por Redação

13 de maio de 2019 | 14:15

Reunião de reitores com a bancada federal. Foto: Christiano Brito

“São quase 34% do orçamento de financiamento, manutenção da universidade e mais 44% do capital, ou seja, aquele orçamento dedicado às obras. Então nós temos uma eminência de uma paralisação parcial ou total de muitas atividades”, disse a reitora da UFRN, Ângela Paiva, ao apresentar a deputados da bancada federal, nesta segunda-feira (13), relatório com o impacto local do bloqueio de 30% de verbas do Governo Federal para instituições de ensino de todo o país. Da mesma forma, UFERSA e IFRN, afetadas pelo bloqueio de verba anunciado pelo governo federal, anunciaram que os reflexos da medida também afetarão diversas atividades.

Na reunião, convocada pelo coordenador da bancada, deputado federal Rafael Motta (PSB), os reitores disseram que o corte atingiu em maior parte o custeio, ou seja, a verba destinada à manutenção diária das atividades das instituições, como pagamentos de energia e contratos com terceirizados. Na UFRN, Ângela Paiva deixou claro que a assistência estudantil não foi afetada, mas outros setores da universidade vão sentir o impacto.

Reitor da Ufersa, José de Arimateia pontuou que o corte afeta 26% do funcionamento da instituição e capital ultrapassa os 48%. “Se mantiver o bloqueio, não temos como ultrapassar o mês de setembro”, afirmou ele. Enquanto que o reitor do IFRN, Wyllys Tabosa pontuou que o decreto delimitava R$ 26 milhões corte de custeio dos IF’s. “Nesse contexto, a nossa realidade é tão drástica como a das universidades”, avaliou.

Também participaram da reunião o senador Jean Paul Prates (PT), os deputados federais Natalia Bonavides (PT) e Benes Leocadio (PRB), o vice-governador Antenor Roberto (PCdoB), o deputado Hermano Morais (MDB), além de representantes da OAB-RN e do gabinete do senador Styvenson Valentim (Podemos).

“O relatório foi muito bem elaborado e demonstra que são instituições premiadas e reconhecidas pelo seu papel social. E nosso próximo passo agora é mostrar os desdobramentos que esses cortes vão causar no nosso estado”, explica o deputado Rafael Motta. Com o documento em mãos, a bancada vai agora ao Ministério da Educação (MEC), para apresentar os impactos do corte no RN ao ministro.

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