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DIFICULDADES

Com efetivo reduzido, oficiais militares do RN pedem atenção para gestão da segurança

RN tem salários atrasados e menor taxa proporcional de efetivo, segundo novo presidente da ASSOFME

Por Redação

30 de abril de 2019 | 15:11

A Associação dos Oficiais Militares do Rio Grande do Norte (ASSOFME) elegeu o novo presidente, que irá tomar posse no mês de junho. Em chapa única, foi eleito o capitão da Polícia Militar Robson Teixeira. Ele ficará no cargo entre 2019 e 2022.

Em contato com o PORTAL NO AR, o militar destacou que a categoria enfrenta dificuldades, principalmente na questão salarial e também no quadro do efetivo. Segundo Teixeira, os oficiais da PM e do Corpo de Bombeiros ainda não receberam o mês de dezembro e o 13º de 2018.

A busca pela regularização dos pagamentos é uma das bandeiras da nova gestão da associação. “A meta principal, em meio a esse caos financeiro, não pode ser outra. Vamos lutar pela regularização dos vencimentos. É o direito mais básico do trabalhador”, afirmou.

Outra adversidade é o efetivo reduzido. De acordo com o capitão da PM, a corporação potiguar, no âmbito dos oficiais, possui a menor taxa proporcional do país. Em geral, cerca de 10% dos efetivos das polícias militares do Brasil são formados por oficiais. No RN, o número é inferior a 5%.

“Fica difícil até para gerir o sistema de segurança do estado. Os oficiais são os responsáveis pela gerência da segurança. O Governo precisar dar essa atenção. A Polícia não pode ficar sem gerenciamento”, criticou.

Teixeira ressaltou ainda que o último concurso feito para oficiais foi em 2005. De lá para cá, o RN sofre com a redução no efetivo e com restrições até por causa da idade. “Precisamos de uma entrada constante de oficiais. Hoje, nós temos ausência de Segundo Tenente, que está ligado diretamente com a tropa e o comando. Temos oficiais com limitações físicas até por causa da idade”, ponderou.

Ainda sobre isso, o novo presidente da ASSOFME destacou que não há perspectiva de realização de certame para oficiais. Atualmente, um concurso público para praças da PM está em curso.

Outro ponto criticado pelo militar é ausência de ascensão funcional. Segundo ele, o governo Robinson deu celeridade às ações e realizou promoções. Contudo, o processo voltou a estagnar após o início da gestão de Fátima Bezerra. “Os oficiais padecem de ascensão. O que dificulta é uma lei de organização básica que vigora desde 1991, com poucos ajustes. E muita coisa mudou de lá para cá”, acrescentou.

Desde que assumiu o mandato, o governo Fátima vem cumprindo com os pagamentos das diárias operacionais. No entanto, o capitão entende que a segurança pública não pode ser gerida apenas com esse contexto. “É preciso de políticas de ampliação de efetivo, de valorização profissional. Hoje, a minha percepção é que se o governo atrasar essa diária, a gente volta ao caos”, avaliou.

Para a gestão, o capitão da PM Robson Teixeira integra os quadros da Polícia Militar há 17 anos. Na atual gestão da ASSOFME ele atua como Diretor Financeiro. O vice-presidente será o capitão do Corpo de Bombeiros Militar Marcelo Silva como vice.

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