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Cidade Alta

Comerciantes reclamam que Semsur prefere permitir ambulantes nas calçadas do que revitalizar camelódromo

Enquanto a secretaria alega que faz ordenamento de bancas nas calçadas, camelódromo está subutilizado e cai aos pedaços

Por Redação

28 de fevereiro de 2019 | 14:18

Enquanto o número de ambulantes nas calçadas das principais vias da Cidade Alta vem crescendo, o camelódromo do bairro, espaço criado há mais de 20 anos para abrigar os vendedores, sofre com o abandono. Com pisos danificados, problemas na cobertura e baixo atrativo aos clientes, os vendedores preferem buscar um lugar ao sol nas calçadas das principais vias do Centro da Cidade, conforme já foi mostrado pelo portalnoar.com.br.

Quem ainda resiste e mantém seu ponto comercial no camelódromo, reclama da pouca infraestrutura e da baixa circulação de pessoas no local. Proprietária de uma loja utensílios para aparelhos eletrônicos, Emanuele Raquel diz que o movimento vem caindo ao longo dos anos.

Comerciantes ainda resistem no local

“Antes, há uns quatro anos, o movimento era maior. Eu acredito que se o pessoal, que está na rua, viesse para cá, aqui teria mais movimento. Às vezes, as pessoas nem sabem que existe isso aqui dentro e acabam não entrando”, comentou.

Segundo ela, a reforma do boxe foi feita com recursos próprios. “A gente reformou com nosso dinheiro. Quando chove, aqui molha tudo, porque o teto está cheio de goteira”, acrescentou.

A Secretaria de Serviços Urbanos (Semsur) admitiu os problemas no camelódromo da Cidade Alta. No entanto, afirmou que ainda não há previsão para melhorias no local. “A secretaria tem ciência que existe esse problema no camelódromo da Cidade Alta”, informou a pasta por meio da assessoria de imprensa.

Dono de um restaurante e há 12 anos no local, Lúcio Alves pede mais atenção para o centro de compras. Ele também alertou para os problemas de infraestrutura existentes. “Aqui tem muitos defeitos. Quando chove, molha muito. Deveria ter uma divulgação melhor daqui. O prefeito deveria dar uma olhadinha para cá, muita gente não sabe que existe esse camelódromo”, disse ao portalnoar.com.br.

Ainda de acordo com a Semsur, “um estudo para analisar o que pode ser feito está em andamento, mas não há previsão para ser definido”. A pasta acrescentou ainda que, no final de 2018, foi realizada uma obra em um dos banheiros do camelódromo.

O presidente da associação dos permissionários de boxes do camelódromo, Cleóbulo Valineto, reclama também do descaso e teme um acidente no local. “A gente acha que eles só vão dar atenção quando acontecer um acidente aqui. Desde que foi inaugurado, ele nunca passou por uma manutenção grande”, criticou.

O comerciante acredita ainda que a liberação para os comerciantes atuarem nas ruas das principais vias do bairro gera uma “concorrência desleal”. “A gente sobrevive por causa de clientes fixos. Como a prefeitura liberou os camelôs nas ruas, muitos permissionários preferiram sair daqui”, finalizou.

O projeto Viva o Centro, formado por logistas da Cidade Alta, também criticou postura da Semsur.

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