Economia

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Confiança do consumidor cai pela segunda vez consecutiva, diz CNI

Queda do indicador foi puxada pela piora das expectativas em relação ao desemprego e ao maior endividamento das famílias

Por Redação

28 de junho de 2019 | 12:15

Confiança do consumidor em baixa (Foto: Ana Amaral/PortalNoar)

Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) caiu 1,4 pontos em relação a abril e ficou em 47 pontos neste mês. Foi a segunda queda consecutiva do indicador, que continua acima da média histórica de 46,1 pontos, informa a pesquisa divulgada nesta quinta-feira (27) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O ICEI varia de zero a cem pontos. Quando está abaixo dos 50 pontos mostra que consumidores estão sem confiança.

A queda da confiança em junho é resultado, especialmente, da piora da percepção dos brasileiros sobre o emprego e o aumento do endividamento das famílias. O índice de expectativas em relação ao desemprego subiu de 54,7 pontos para 56,4 pontos. O índice de endividamento aumentou de 49 pontos para 51 pontos. Os indicadores variam de zero a cem pontos. Quando mais acima dos 50 pontos, maior é a expectativa de aumento do desemprego nos próximos seis meses e maior é o nível de o endividamento das famílias.

A confiança dos brasileiros é menor entre os moradores da região Nordeste, onde o INEC recuou para 45,3 pontos neste mês. No Norte/Centro-Oeste, o índice é de 47,7 pontos, no Sudeste, de 47 pontos, e no Sul, de 49,3 pontos.

Entre as diferentes faixas etárias, a maior queda do otimismo foi registrada entre as pessoas que têm entre 35 e 44 anos de idade. Nessa faixa da população, o INEC caiu 2,7 pontos entre abril e junho e está em 45,9 pontos. “O INEC também recuou  para todos os graus de instrução, sobretudo entre aqueles com ensino médio e superior”, diz a pesquisa. Entre os que têm ensino superior, a queda foi de 2,1 pontos e o INEC ficou em 47,5 pontos. Com a retração de 1,9 pontos, o INEC ficou em 47 pontos entre os que têm o ensino médio.

O INEC é um indicador que ajuda a antecipar variações na atividade econômica. Consumidores menos confiantes tendem a diminuir as compras. Com a redução do consumo, aumentam as dificuldades de recuperação da economia.

Feita em parceria com o Ibope, esta edição do INEC, que agora é trimestral, ouviu cerca de 2 mil pessoas em todo o país de 20 a 23 de junho.

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