Economia

ALTERNATIVA

Controle biológico é alternativa ao uso de agrotóxico na fruticultura

Método natural é ideal para produtores familiares

Por Redação

9 de setembro de 2019 | 17:41

Produtor observa microrganismos em oficina de controle biológico. Foto: Jéssica Mafra

O mercado da fruticultura exige práticas compatíveis com a exigência dos consumidores que buscam produtos com menor uso de pesticidas químicos no combate a pragas agrícolas, por exemplo. Para acompanhar essa e outras tendências do setor, caravana de produtores familiares de frutas, apoiados pelo Sebrae no Rio Grande do Norte, apostam no controle biológico de pragas, para produzir alimentos mais saudáveis e que não representem danos ao meio ambiente.

Esses produtores, vindos dos municípios de Serra do Mel, Cerro Corá, Lagoa Nova, Ielmo Marinho, Jaçanã e Equador, participam da programação técnica de científica do II Simpósio Potiguar de Fruticultura, realizado em Mossoró, pelo Sebrae do Rio Grande do Norte, em parceria com a Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa) e Comitê Executivo da Fruticultura do RN (Coex).

A busca pelo conhecimento sobre a prática do controle biológico de pragas agrícolas e insetos a partir do uso de inimigos naturais, faz sentido, já que, o uso de agrotóxicos sintéticos pode representar, na prática, rejeição às frutas produzidas por consumidores do Brasil e do exterior.

“Apresentamos aos agricultores experimentos para um controle racional e sadio das pragas, que não deixa resíduos nos alimentos e são inofensivos ao meio ambiente e à saúde da população, além de reduzir a exposição das frutas a produtos químicos, ser mais barato do que defensivos sintéticos e colaborar com a sustentabilidade dos ecossistemas”, explica Valdilene Santos, que ministrou palestra sobre o tema.

Apesar de algumas desvantagens, também apresentadas na oficina, como necessidade de mais tempo, controle e treinamento, o controle biológico apresentou boa aceitação dos produtores presentes. “Eles conseguiram entender que os principais benefícios não são imediatos, mas a longo prazo, com ganhos para o produtor, o consumidor e o meio ambiente. Foi importante o contato deles com essa alternativa”, avalia.

As informações agradaram Ademar Francisco da Silva, produtor de maracujá de Lagoa Nova. Acostumado a constatar perdas no pomar, devido a algumas doenças, ficou otimista por saber que métodos simples podem resultar em uma maior produção. “Foi bom, porque aprendi que serve bem para as plantas sadias, para que não adoeçam. Sabia por cima de alguma técnica, mas agora aprendi como funciona”. A opinião é compartilhada pelo produtor José Murilo de Medeiros, também da Serra de Santana. “Interessante ter experiência nova para poder repassar”, complementa.

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