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MUITO CUIDADO!

Corpo de Bombeiros reforça alerta para prevenção de afogamentos no RN

Comandante do CBMRN dá dicas para evitar situações de risco

Por Redação

19 de junho de 2019 | 12:37

Foto: Divulgação/CBMRN

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) alerta aos banhistas para manter atenção redobrada para evitar afogamentos nas praias, rios, lagoas e piscinas do estado. Os bombeiros reforçam que tem trabalhado na orientação dos banhistas, no monitoramento e no pronto atendimento em situações de risco.

O comandante do Grupamento de Busca e Salvamento, major Elton Queiroz, explica que crianças na praia requerem atenção redobrada. “Elas são rápidas e estão em um ambiente aberto, cheio de estímulos. Basta um piscar de olhos e pronto, a criança desaparece em meio ao mar de guarda-sóis”.

Ele também chama atenção para o limite de profundidade do banho. “Não se deve, jamais, entrar em lugares mais profundos sem saber nadar”, afirma. “Se alguém estiver em risco, deve-se jogar uma corda, um pneu, um pedaço de madeira ou qualquer outro objeto que flutue para que o banhista possa se apoiar”.

Em relação ao mar, todo cuidado é pouco e o alerta vale para todos os banhistas, de qualquer faixa etária. Não é somente o mar agitado que oferece riscos: muitas vezes as correntes marítimas mudam em questão de minutos, transformando o mar calmo em um cenário perigoso até mesmo para quem sabe nadar. Um grande ponto de risco são as “correntes de retorno”.

“Toda vez que o mar sobe em direção à praia, as ondas se formam, quebram, chegam na areia e retornam ao mar. Neste retorno, elas sofrem resistência de outras ondas que estão vindo e buscam uma saída. Com este movimento, vão escavando a areia e criando valas mais profundas. Olhando de longe, parece uma área calma dentro do mar. Não há ondas e isso chama a atenção dos banhistas. Mas ali é justamente o ponto mais perigoso. Na dúvida, é melhor pedir orientação aos guarda-vidas”, explica o comandante.

Além de prestar atenção à sinalização na beira do mar, outro ponto fundamental é saber como agir em uma situação de risco dentro da água. “Se o banhista estiver em uma corrente de retorno e tentar nadar contra, não vai conseguir chegar à praia e ainda se desgastará fisicamente. A força da puxada é maior. Recomendamos que a pessoa mantenha-se o mais calma possível, faça flutuação e espere a corrente levá-la para outro ponto. Se for nadar, sempre na diagonal à praia, nunca na perpendicular”, destaca o capitão.

Outro erro muito comum é tentar salvar alguém que está se afogando: “A melhor forma de ajudar é pedir por socorro, acenando para o guarda-vidas; e tentar jogar algum objeto flutuante que esteja por perto para a pessoa segurar. Jamais tente ir ao encontro dela, mesmo se souber nadar – aí serão duas pessoas em risco”, reforça o oficial.

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