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BRINCADEIRA OU CRIME?

De onde vem a tradição de roubar galinhas na Sexta-feira da Paixão, costume que pode levar ladrão até o STF

Teve homem condenado a cinco anos de prisão por ter roubado um galo e uma galinha

Por Ayrton Freire

19 de abril de 2019 | 10:40

Reprodução/Internet

É na Sexta-feira da Paixão, quando os cristãos relembram a crucificação e a morte de Jesus Cristo, que ocorre uma tradição curiosa: a de furtar galinhas. O crime muitas vezes levado em tom de brincadeira pode parar na Justiça e até resultar em condenação.

Difícil saber quando essa tradição começou, mas a origem da prática tem versões para justificá-la. A Sexta-feira da Paixão é marcada pela morte de Cristo. As pessoas aproveitariam o dia em que o Senhor está morto, de forma que não vê os pecados cometidos, para praticar pequenos delitos. E, como a tradição recomenda o peixe como única proteína do dia, as galinhas viraram um alvo para a ceia do Sábado de Aleluia, quando os religiosos se preparam para o Domingo de Páscoa. Ou seja, da ressurreição.

Quem conhece o interior sabe que, na Sexta-feira da Paixão, os criadores de galinha são capazes de dormir no galinheiro na tentativa de frustrar um possível furto.

O que talvez não se saiba é que roubar galinhas pode resultar em processo na Justiça, indo parar até no Supremo Tribunal Federal, o STF. É o que aconteceu com um homem chamado Afanásio Guimarães, que foi réu por ter se apropriado de duas galinhas de um vizinho em Minas Gerais.

Em Pernambuco, Juvenal Gomes do Nascimento chegou a ser condenado a cinco anos de prisão em regime semi-aberto por ter roubado um galo e uma galinha de uma granja.

“Roubar uma galinha na zona rural é tão grave quanto o roubo de um celular na cidade. Se você não prender o ladrão, pode ter certeza que o trabalhador rural que, muitas vezes, cria as aves para se alimentar, vai condenar: se prendem ladrão de carro de fazendeiro, por que não prendem quem rouba a minha galinha?”, sintetizou o juiz Caio Neto Oliveira Freire, responsável pela sentença.

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