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SEM PRAZO PARA SAIR

Depois de nova tentativa de suicídio, pastor afirma que só desmontará acampamento quando poder público assumir a vigilância da Ponte Newton Navarro

Prazo inicial eram 30 dias de acampamento. Evangélicos reivindicam atuação de autoridades

Por Redação

3 de maio de 2019 | 11:58

Foto: Ney Douglas/Portal NoAr

Depois de um novo vídeo do que seria mais uma intervenção dos ‘Sentinelas de Cristo’ na manhã desta sexta-feira, 3, chegar à redação, o Portal No Ar voltou à Ponte Newton Navarro para checar a veracidade das imagens e conversar com o líder do acampamento de voluntários, que acampa na base e fiscaliza a passagem de pedestres desde o dia 20 de abril.

O pastor Rubens Medeiros, autor da iniciativa, reafirmou que o objetivo é chamar atenção do poder público sobre o alto número de pessoas que precisa de ajuda e anunciou que grupo só deixará o local, quando os “governantes tomarem medidas para resolver a situação”.

O pastor declarou que não tem soluções concretas a propor para a situação na ponte. Disse que está ali apenas para chamar atenção das autoridades competentes. “O descaso do poder público é uma coisa absurda. Não sei se Estado ou Município vão resolver alguma coisa. Mas estou disposto a ir a Brasília para que algo seja feito”, revelou.

“A gente entrou nessa luta pela vida e, como estamos salvando pessoas, não temos condições psicológicas de sair”, jurstificou.

Apesar da insistência em permanecer no local enquanto espera a manifestação do “poder público”, o pastor não esconde o cansaço. “Quero resolver aqui e voltar à minha vida normal. Não estou conseguindo dormir direito. Já perdi mais de cinco quilos”, confessa.

 

Aos 36 anos, Wellington Inácio deixa de estar com o filho para atuar no acampamento – Foto: Ney Douglas/Portal NoAr

O mesmo cansaço também é declarado por Wellington Inácio, líder dos sentinelas – parte do grupo que se reveza em vigílias na passagem de pedestres da ponte para intervir nas tentativas de suicídio.

Descalço por não aguentar o aperto dos calçados, suado e com a boca ferida pelo sol forte, ele também declara que não vê possibilidade de sair do local. “A gente não pode deixar as pessoas sem essa estrutura, sem esse apoio”.

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