Economia

NOVO CAPÍTULO

Desembargador suspende decisão de juiz que decretou falência da Multdia

Dilermano Mota vê necessidade de mais provas para atestar inviabilidade da empresa

Por Ayrton Freire

21 de outubro de 2019 | 12:20

Foto: Reprodução

O desembargador Dilermano Mota suspendeu, no último dia 16, a decisão do juiz Felipe Barros que decretou, em 19 de julho passado, a falência da empresa Multdia. De acordo com a nova medida judicial existe “a necessidade de maior dilação probatória, capaz de atestar a efetiva ‘inviabilidade de manutenção da atividade da Multdia'”.

Para Dilermano Mota, a decisão do magistrado da 3ª Vara da Comarca de Macaíba, que decretou a falência, traria consequências negativas. “A interrupção da atividade econômica da empresa afetará diretamente o emprego de seus funcionários, e de toda cadeia produtiva, impactando frontalmente a economia local”, entendeu.

Antes de devolver à Multdia Indústria e Comércio S/A o ‘status’ de empresa em recuperação judicial, o desembargador consultou o juiz Felipe Barros, que reiterou os motivos que levaram ele a decretar falência.

“Anoto, por derradeiro, que as medidas tomadas após a quebra da empresa, além de intempestivas, não se revelaram idôneas para alterar a decisão de convolação (que transformou a recuperação judicial em falência), pois são, em boa parte, apenas promessas que os controladores da falida mais uma vez apresentam no intuito de prolongar o processo de recuperação judicial que, em razão de ter se arrastado por quatro anos sem resultado útil, já demonstrou, à saciedade, a irrecuperabilidade da Multdia”, escreveu o juiz ao desembargador.

Apesar do que foi dito por Felipe Barros, Dilermano Mota viu evidências de retomada da atividade produtiva e até de faturamento da Multidia. “Notadamente as Notas Fiscais emitidas pela agravante, datadas de fevereiro/2019 a maio/2019, período anterior, portanto, à sentença de convolação”, observou.

História

A trajetória da Multdia começou a mudar em 2010, quando o fundo de investimentos Rio Bravo Investimentos – que reúne vários fundos de empregados e patrões de instituições com a Chesf, Caixa Econômica, BNDES e Banco do Brasil – adquiriu ações majoritárias da organização e assumiu a administração junto aos sócios locais.

Em 2012, o empresário potiguar e então presidente desde o início da empresa, Eduardo Patrício foi destituído do cargo, e em seu lugar foram nomeados gestores vindos de outros estados, que não tinham o ‘Know how’ do negócio e em 2015 a empresa demitiu 150 funcionários e entrou em recuperação judicial.

A fabricante dos produtos Nutriday e Nutrilar tinha uma estrutura logística com centrais em Pernambuco e Paraíba para a distribuição dos produtos, mas que foi desmontada pela administração do fundo e derrubou o faturamento da empresa.

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