Geral

DECISÃO

Entenda por que motorista que causou morte de Gislâne Cruz vai ficar preso

Juiz entende que a prisão preventiva garante ordem pública

Por Redação

20 de maio de 2019 | 16:56

Em audiência de custódia realizada na tarde desta segunda-feira (20), o juiz Rainel Batista Pereira Filho determinou a prisão preventiva de Josias Teixeira Filho. Embriagado, o homem de 63 anos causou o acidente que matou a professora de dança e rainha do carnaval de Parnamirim, Gislâne Cruz.

O Ministério Público do RN interpretou que o caso se trata de um homicídio doloso, pois o motorista tinha consciência de que não poderia beber. O parecer do MP acrescentou que o dolo ficou caracterizado também pelo fato de o acusado “estar dirigindo na contramão em velocidade excessiva, além de que o exame de alcoolemia atestou teor elevado de álcool no sangue”.

A dependência de álcool foi um dos pontos alegados pela defesa de Josias. Outro fator apresentado pela defesa contra a prisão preventiva foi que “o autuado não oferece risco de fuga, não se trata de delinquente costumaz”. Para a defesa, o caso deveria ser revertido em medida cautelar.

No julgamento, o juiz entendeu que a “necessidade da manutenção da prisão preventiva para a garantia da ordem pública exclui a possibilidade da substituição da segregação por outras medidas”, já que o caso tomou grande repercussão pública.

Ainda na decisão, o magistrado destacou que “as condições favoráveis do paciente, tais como primariedade, emprego e residência fixos, não são suficientes para afastar a necessidade da custódia cautelar”.

O documento mostra, ainda, que o acusado já havia se envolvido em acidente, em condições semelhantes, destruindo um veículo. “O autuado afirmou na audiência de apresentação que se trata de dependente químico e que já destruíra anteriormente outro veículo na mesma situação, mas ‘por sorte’ atingiu apenas uma árvore”.

Além disso, o texto da decisão traz ainda que “a gravidade do delito é evidente, por ter ceifado a vida de uma jovem que em nada contribuiu para a realização do teatro delituoso, em plena luz do dia”, finalizou.

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