Política

NA CONTAGEM

Faltam 48 votos para a Reforma da Previdência, diz Paulo Guedes

Declaração fez bolsa de valores subir

Por Agência Estado

9 de março de 2019 | 09:45

Paulo Guedes - Ministro da Economia. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que falta garantir mais 48 votos para a aprovação do projeto de reforma da Previdência na Câmara. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, que será publicada na íntegra na edição de amanhã, o ministro informou que o mapeamento do governo indica que 160 deputados já declararam publicamente apoio à mudança nas regras de aposentadoria. Outros 100, segundo ele, já indicaram ao Palácio do Planalto que votarão a favor da reforma.

A informação do ministro, publicada no Broadcast, plataforma de notícias em tempo real do Grupo Estado, na tarde de ontem, teve efeito imediato na Bolsa. O Ibovespa, que operava em leve alta, acelerou o ritmo e fechou a 1,09%, aos 95.364 pontos. Questionado no final da tarde sobre a questão dos votos, o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, disse não ter conhecimento sobre o mapeamento dos votos.

A líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), disse, por sua vez, que não é possível garantir que faltam 48 votos para a aprovação da reforma da Previdência na Câmara. “A base ainda está sendo construída, não dá para cravar número de votos”, afirmou após reunião com o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno.

A parlamentar disse que será necessário fazer um desenho do que é possível ser alterado na proposta de acordo com as demandas dos parlamentares dentro da perspectiva da equipe econômica. “Não dá para sair cravando, não.” Joice também afirmou que nenhuma mudança no texto foi definida até o momento. “A gente tem de ver o que dá para mexer, ou não tem Previdência nova.”

Guedes advertiu também que promover mudanças na reforma da Previdência de modo a reduzir a economia prevista para menos de R$ 1 trilhão em dez anos é “assaltar as gerações futuras”, e condicionou qualquer alteração no texto a compensações. O ministro afirmou que o presidente Jair Bolsonaro “fará sua parte” para garantir a aprovação da reforma ainda neste ano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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