Geral

SOLIDARIEDADE

Família potiguar doa órgãos de criança falecida e salva três vidas ao redor do Brasil

Doações de órgãos no período de janeiro triplicaram no RN

Por Redação

12 de fevereiro de 2019 | 12:30

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ano de 2019 começou com excelentes resultados no contexto da doação de órgãos no Rio Grande do Norte. O número de doações efetivas de múltiplos órgãos (aquelas em que os órgãos são captados) triplicou, comparando janeiro de 2019 com o mesmo período de 2018. Isso porque, em janeiro do ano passado, foram 3 doações efetivas, enquanto em 2019 o número chegou a 9 doadores efetivos.

“É a primeira vez que é registrado este número de doadores em um único mês. O aumento no número de doações tem impacto direto na elevação também do número de transplante de órgãos e tecido no estado. Somente em janeiro de 2019 já foram realizados 16 transplantes renais”, comemora Raissa Marques, coordenadora de Central Estadual de Transplantes do RN (CET).

Atualmente, o RN realiza transplantes de rins, córnea e medula óssea. A lista ativa de espera para o transplante renal, atualizada em janeiro de 2019, conta com um total de 208 pacientes inscritos. Já a lista de espera por um transplante de córnea é de 186 pacientes.

Captações

No último domingo (10), a CET, junto à Organização de Procura de Órgãos (OPO), intermediou duas captações em Mossoró. Uma aconteceu no Hospital Tarcísio Maia e outra no Hospital Wilson Rosado, no qual a doadora foi uma criança de 1 ano e 10 meses.

Os pais são doadores declarados em vida e perguntaram sobre a possibilidade de doar os órgãos. O ato salvou a vida de três crianças – o coração foi transplantado em uma criança com meses de vida, em Brasília, o fígado e os rins foram transplantados em crianças em Pernambuco.

Números

Em todo o ano de 2018, foram realizados 265 transplantes no estado, sendo 162 de córneas, 62 de medula e 41 de rins. O número de doações foi de 36 para múltiplos órgãos e 112 para córneas

“A doação de órgãos e tecidos é um gesto solidário que permite às famílias que perderam seus entes queridos a oportunidade de deixar parte deles vivendo em outras pessoas. A vida não se extingue e sim se transmite sob forma de amor ao próximo. Este nobre gesto tem contribuído para salvar ou melhorar a qualidade de vida de milhões de pessoas em todo o Brasil”, finalizou Raissa.

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