Governo Federal 15/02/2019 10:56

“Bombeiros”tentam apagar as labaredas entre filho e aliado de Bolsonaro

A grave e precoce crise no governo federal envolvendo o PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, se arrasta a partir de ameaças, acusações e riscos de desequilíbrio na base parlamentar, prestes a receber o projeto de reforma da Previdência.

A grave e precoce crise no governo federal envolvendo o PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, se arrasta a partir de ameaças, acusações e riscos de desequilíbrio na base parlamentar, prestes a receber o projeto de reforma da Previdência.

Ao longo do dia, o ministro-chefe da Secretaria-Geral, Gustavo Bebianno, insistiu em se manter no cargo e chegou a advertir o Palácio do Planalto.

Vinte e quatro horas depois de uma postagem do vereador fluminense Carlos Bolsonaro acusando Bebianno de ter mentido ao dizer que havia falado por três vezes com o chefe do Executivo sobre o esquema de laranjas envolvendo candidaturas do PSL, os interlocutores civis e militares tentavam encontrar uma saída para o caso.

Em meio a declarações de apoio e fortes ataques de parlamentares governistas, o principal apoio recebido por Bebianno veio do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que se assusta com o desajuste na base e nos riscos para a reforma da Previdência.

Em entrevista ontem à Globo News, Maia reagiu a Bolsonaro.

“A impressão que dá é que o presidente está usando o filho para pedir para Bebianno sair. E ele é presidente da República, não é? Não é mais um deputado. Se ele está com algum problema, tem de comandar a solução e não pode, do meu ponto de vista, misturar família com isso, porque acaba gerando insegurança, uma sinalização política de insegurança para todos”, avaliou o presidente da Câmara.

O recado é claro e, segundo integrantes do Planalto, foi reforçado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, amigo de Maia. O desconforto sinalizado pelo presidente da Câmara, no entanto, se deve à ausência de articulação com o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

Ambos não têm bom convívio desde a última legislatura, quando o chefe da interlocução política do governo foi relator de um pacote de medidas de combate à corrupção. O então deputado foi acusado de descumprir acordos com os parlamentares.

A possibilidade de queda de Bebianno fecharia o canal mais próximo que Maia tem de diálogo com o Planalto.

Deu no Correio Braziliense

Ricardo Rosado

Descrição Diretor do Portal No Ar e Repórter do Fatorrrh.

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