Corrupção 11/06/2019 09:37

Entidades jurídicas se manifestam em defesa de Sérgio Moro

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) e a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) se manifestaram, na tarde desta segunda-feira (10/6) sobre as conversas da força-tarefa da Lava Jato e os diálogos do então juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, divulgados pelo site Intercept.

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) e a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) se manifestaram, na tarde desta segunda-feira (10/6) sobre as conversas da força-tarefa da Lava Jato e os diálogos do então juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, divulgados pelo site Intercept.
No matéria publicado em três partes, o Intercept acusa promotores de agirem politicamente em relação à um pedido de entrevista ao ex-presidente Lula, e o juiz e o promotor debaterem as investigações, ferindo a independência do judiciário em julgar os casos.
“A ANPR reitera a confiança no trabalho desenvolvido pelos membros do Ministério Público Federal que atuam na operação Lava Jato, defende a importância da liberdade de imprensa e condena a obtenção ilícia de dados, bem como a sua transmissão a terceiros”, afirma o texto.
Segundo a nota da associação, os dados divulgados foram obtidos de forma ilícita, “violando os postulados do estado de direito”. Por isso, não serviriam como prova. Ainda segundo o texto, a ANPR vai cobrar investigação rigorosa contra a violação dos celulares e divulgação das conversas.
Por fim, a nota da ANPR afirma que a associação defende a liberdade de imprensa e cita a importância de ouvir as autoridades citadas na matéria e não divulgar conversas fora de contexto.
A Ajufe também parte em defesa das autoridades. “Em razão de sua natureza associativa, a Ajufe atua constantemente na defesa de Juízes Federais responsáveis por julgamentos importantes em todo o Brasil, incluindo o então Juiz Federal responsável pela Operação lava Jato”, afirma o texto.
“Vale ressaltar que, no cumprimento dos seus objetivos institucionais, a entidade se manifestou por meio de 47 notas públicas desde 2016, das quais apenas 8 tratam da Operação Lava Jato ou do atual Ministro da Justiça, Sérgio Moro”, continua a nota.
Ainda segundo a Ajufe, a associação aguarda o esclarecimento das informações divulgadas pelo site e a apuração sobre o vazamento das conversas.
“A Ajufe confia na honestidade, lisura, seriedade, capacidade técnica e no comprometimento dos Magistrados Federais com a justiça e com a aplicação correta da lei. Seremos incansáveis na defesa da atuação de nossos associados”, encerra a nota.
Deu no Correio Braziliense
Ricardo Rosado

Descrição Diretor do Portal No Ar e Repórter do Fatorrrh.

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