Economia

QUEDA NA INDÚSTRIA

Faturamento real da indústria cai 2,2% em maio

Setor esta à espera de um fato externo para retomar atividades

Por Redação

1 de julho de 2019 | 16:00

Foto: Divulgação/CNI

O faturamento, as horas trabalhadas na produção e o emprego na indústria caíram em maio frente a abril. A utilização da capacidade instalada, a massa real de salários e o rendimento médio do trabalhador apresentaram pequenas altas no período. “A indústria continua mostrando dificuldades em sustentar uma sequência de dados positivos”, informam os Indicadores Industriais, divulgados nesta segunda-feira (1º) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

“A indústria está sem forças para iniciar uma trajetória de recuperação. Está à espera de um fato externo, como a aprovação da reforma da Previdência e outras reformas para retomar a atividade”, afirma o gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco.

Depois da alta de 3,1% em abril, o faturamento real recuou 2,2% em maio frente ao mês anterior, na série mensal com ajuste sazonal.  “O faturamento real continua alternando resultados positivos e negativos há praticamente um ano. Como as quedas superam as altas, a tendência é de queda”, avalia a CNI. Entre janeiro e maio deste ano, o faturamento real subiu 1,6% na comparação com o mesmo período do ano passado.  As horas trabalhadas na produção caíram 0,2% em maio frente a abril, na série dessazonalizada, e continuam no mesmo patamar desde o início de 2018.

O nível de utilização da capacidade instalada subiu 0,3% em relação a abril e alcançou 78,1% em maio, na série dessazonalizada. Foi o segundo aumento consecutivo do indicador.

 

MERCADO DE TRABALHO – De acordo com a pesquisa, o emprego teve leve queda de 0,2% em maio frente a abril. “O indicador segue praticamente estagnado, sem variações relevantes desde o fim do primeiro semestre de 2017”, informa a CNI.

A massa real de salários aumentou 0,4% e o rendimento dos trabalhadores da indústria subiu 0,5% em maio na comparação com o mês anterior, também na série com ajuste sazonal. Mesmo com o segundo aumento consecutivo, a massa real de salários está 0,8% menor do que a registrada em maio de 2018. O rendimento médio do trabalhador, que registrou o terceiro aumento seguido, é 0,5% inferior ao de maio do ano passado.

RECOMENDAMOS

CRISE AMBIENTAL

Países usam incêndios para tentar prejudicar o Brasil

CONTRA TOMBAMENTO

Conselho de Turismo quer demolição do Hotel Reis Magos

NOVAS OPÇÕES

RN terá novos voos para o Rio a partir de novembro

PROJETO PILOTO

Mossoró: Petrobras vai investir na primeira infância

'AJUDE O MUNDO'

Madonna manda recado para Bolsonaro pela Amazônia

RECONHECIMENTO

Dois A Engenharia é premiada por obra em parque eólico

PLANEJAMENTO

Antecipar orçamento de reforma pode garantir preços mai

CORTE NAS DESPESAS

Coworking é alternativa para economizar com empresa

comentários