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FECHAMENTO

🔊Governo ainda não definiu transferência dos pacientes do Hospital Ruy Pereira

Conselho de Medicina pediu interdição do Hospital

Por Redação

16 de outubro de 2019 | 16:10

Hospital Ruy Pereira. Foto: SESAP/ASSECOM

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O Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria Estadual de Saúde, ainda estuda para onde vai alocar, na rede de saúde existente, os 60 leitos de enfermaria e 10 de UTI hoje existentes no hospital Ruy Pereira, em Natal, que é atualmente a referência no estado para cirurgia vascular. O Conselho Estadual de Medicina emitiu recomendação pedindo a interdição da unidade hospitalar e transferência dos pacientes. Nesta quarta-feira (16), o secretário adjunto da Saúde, Petrônio Spinelli, visitou as dependências do hospital  e se reuniu com a direção e servidores.

Embora o comprometimento da estrutura do prédio demande celeridade da solução do problema, a Sesap diz que as decisões estão sendo tomadas de forma racional e cautelosa, de forma a garantir a assistência adequada aos pacientes que necessitam de tratamento vascular.  “Essa não é uma luta fácil. Não há dia de fechamento, o que existe é um processo que precisa ser feito de forma segura com foco na segurança dos envolvidos, pois queremos uma transição pactuada, com melhora da qualidade, e queremos que os servidores do Ruy participem de qualquer transição que aconteça”, afirmou o secretário adjunto.  A Secretaria negocia com as unidades que podem abrigar os leitos, entre elas o Hospital Coronel Pedro Germano, pertencente à Secretaria de Segurança e Defesa Social.

O secretário visitou leitos, conferiu detalhes da estrutura e foi informando, por funcionários, pacientes e acompanhantes das principais demandas do hospital. “Não estamos discutindo o prédio e sim a linha de cuidado. Há 60 pacientes internados, precisando desse espaço, e precisamos de no mínimo a mesma quantidade de leitos para oferecer o serviço com mais qualidade. Estamos trabalhando a discussão a partir da linha de cuidado e de saber quais outros serviços podem dar a devida assistência vascular a esses pacientes”, disse Petrônio.

No Ruy Pereira trabalham 360 servidores, mais cerca de 70 terceirizados, além de contratos com cooperativas. Lá são feitas mais de 200 cirurgias por mês e a expectativa é de terminar o ano de 2019 tendo realizado mais de dois mil procedimentos. O secretário lembrou que há medidas necessárias que podem amenizar os problemas já identificados. “Mesmo havendo transição ela precisa de uma lógica de racionalidade. Identificar locais de maior risco dentro do hospital, relocar setores dentro desse olhar. Sem subestimar os riscos existentes, trabalhar um plano de relocação interna que minimize os riscos”.

Na reunião com os servidores os participantes puderam explanar suas opiniões e ao final foi sugerida a formação de uma comissão composta por gestores do nível central e servidores do Ruy Pereira para acompanhar todas as decisões e medidas a serem adotadas em torno da definição a ser dada.

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