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Justiça condena seis policiais militares por corrupção na ‘Viatura do Mal’

Por futebolealgomais

24 de fevereiro de 2016 | 18:05

A 11ª Vara Criminal de Natal, que tem o juiz Jarbas Bezerra como titular, juntamente com os oficiais do Conselho Especial de Justiça Militar, julgou mais processos que envolvem os PMs implicados na operação Novos Rumos, e condenou seis réus por corrupção passiva.

(Foto: Wellington Rocha/Portal No Ar)

Julgamentos tem ocorrido desde a segunda-feira (Foto: Wellington Rocha/Portal No Ar)

Nesta quarta-feira (24), os acusados Wilton Franco da Silva, Antônio Marcos Oliveira da Silva, Anderson de Oliveira Frasseti Maia, Gutemberg Fernandes de Freitas, Jeferson Monteiro Hermínio e Cleusivan Lima de Macedo foram julgados e condenados a uma pena de três anos de reclusão no regime semiaberto.

Os acusados foram alvos de uma ação de combate à corrupção dentro do 9º Batalhão de Polícia Militar, deflagrada pelo Ministério Público Estadual em 29 de setembro de 2015, após 10 meses de investigação.

Os crimes foram descobertos a partir de interceptações telefônicas e escutas instaladas dentro de um veículo daquele batalhão.

Outras condenações

Ontem, o acusado André Luiz da Silva Pereira havia sido condenado a uma pena de 32 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão, pela prática dos crimes de Corrupção Passiva, Receptação, Peculato-furto, Prevaricação e Violação de Domicílio.

Dos 11 crimes pelos quais foi acusado, o policial militar foi absolvido em um, por insuficiência de provas. O Conselho Permanente de Justiça negou ao acusado o direito de recorrer em liberdade, mantendo-se a custódia cautelar pelos mesmos fundamentos empregados para a decretação da prisão preventiva.

Absolvidos

No mesmo julgamento, o Conselho Permanente de Justiça, à unanimidade de votos, absolveu o PM Isaac Raphael da Cruz Dumaresq, por considerar não existir prova de ter o acusado concorrido para a infração pena.

E na segunda-feira (22), o Juízo da 11ª Vara Criminal apreciou os primeiros processos da operação Novos Rumos. Os acusados Damião Alves da Cunha, Márcio José da Silva Martins e Werson Magno de Carvalho foram absolvidos pelo Conselho de Justiça, por considerar não existir prova suficiente para a condenação pelo crime de Corrupção Passiva.

Corrupção passiva

Em outra Ação Penal também julgada na segunda, o acusado Damião Alves da Cunha foi absolvido da prática do crime de Peculato, por insuficiência de provas. No mesmo julgamento, foi condenado por Corrupção Passiva, a uma pena de três anos e seis meses de reclusão a ser cumprida em regime inicial semiaberto.

As sentenças devidamente fundamentadas deverão ser prolatadas entre cinco e dez dias, quando as partes serão intimadas para o inicio do prazo recursal.

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