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MARCAS DO SOFRIMENTO

Kaysar relembra tempos de refugiado na guerra e surra que levou por ser cristão: ‘Tenho cicatrizes no corpo’

Atuando na novela "Órfãos da Terra", ex-BBB falou sobre os momentos de sofrimento que passou antes da fama

Por Redação

6 de setembro de 2019 | 10:13

Foto: Reprodução/TV Globo

Talento revelado na Globo, Kaysar Dadour está fazendo bastante sucesso com o personagem Fauze em “Órfãos da Terra, atual novela das seis. Nesta semana, o ex-BBB esteve sentando no sofá para uma Conversa com Bial para falar um pouco sobre seu papel na trama que já está na reta final.

Ao apresentador, o ator confessou que foi bastante difícil gravar as primeiras cenas da novela, que narra a história de pessoas em situação de refúgio e, na vida real, ele contou sobre os momentos de desespero que viveu como refugiado durante a guerra.

“Quando entrei no campo de refugiados, fiquei três dias com dor de cabeça. É muito real. Muito pesado lá. Calor e tudo mais. Quando entrava nas tendas (para as gravações no Projac), sentia a dor das pessoas. Muita gente passou coisa pior que passei lá na Síria. Não tem água, é calor, não tem lugar pra tomar banho. Te tratam como lixo”, disse ele, que chegou no Brasil em 2011.

Durante o bate-papo com Bial, Kaysar falou que foi vítima de violência e preconceito na Ucrânia, primeiro país em que se abrigou após deixar a Síria. Ele decidiu se mudar quando notou que o perigo só aumentava por causa da repressão pelas manifestações do povo.

Na época, o ex-BBB viu na Ucrânia uma oportunidade de viver bem e superar seus traumas, mas nem tudo correu como esperava. “Sou cristão e o povo da Ucrânia é muito bom, mas tem muitos radicais por lá. Na Síria tem um relacionamento bom entre os cristãos e os muçulmanos. Em outros países não. Para eles, o árabe tem que ser muçulmano de todo jeito”, contou ele, que não negou sua fé e precisou “pagar um preço” pela decisão.

“Tenho orgulho de ser cristão, tenho um crucifixo tatuado. Quando viram isso aqui (crucifixo) aconteceu o que aconteceu”, disse Dadour, referindo-se a uma surra que, segundo ele, nem pode ser chamada de surra de tão pesada que foi. “Quem me dera ter levado uma surra. Foi muito forte. Mais que uma surra. Tenho cicatrizes no corpo todo até hoje”, lembra o artista.

Emocionado, Bial tentou fazer Kaysar dar mais detalhes sobre o episódio, mas ele não parou por aí. “Até agora não abri minha vida pessoal e o que passei porque tenho cicatrizes. Nunca falei isso. Tenho medo de algumas coisas, muito medo. Tenho família. Se eu não tivesse pai, mãe, irmã, eu falaria tudo. Se alguém quisesse me matar… Mas tenho família. Não quero que ninguém machuque minha família”, explicou o sírio.

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