Geral

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Medidas protetivas concedidas pela Justiça crescem 34% no RN

Em Parnamirim, houve um crescimento de 47,39%

Por Redação

11 de março de 2019 | 08:26

O Rio Grande do Norte teve um aumento de 34,19% no número de medidas protetivas concedidas pela Justiça estadual no ano de 2018, em relação ao ano de 2017. Em Parnamirim houve um crescimento de 47,39% em relação ao ano anterior. Para o juiz Deyvis Marques, titular do Juizado da Violência Doméstica de Parnamirim e coordenador da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (CE-Mulher) do TJRN, um dos motivos para este aumento é a maior rotatividade de processos, destacando a criação de novas unidades judiciárias em Natal, além de campanhas como “Mais igualdade” que despertam a reflexão para as questões dos papéis sociais, colocando o homem no local da mulher. Todas estas práticas fazem com que haja uma maior busca pelo Judiciário.

Em sua observação, o magistrado destaca ainda a importância do guia para homens e mulheres (que possuem medidas protetivas) com as devidas orientações sobre como proceder em caso de descumprimento destas determinações judiciais. “Acredito que essas são todas ações que mostram que o Poder Judiciário está trabalhando e que o Sistema é confiável, este aprimoramento do aparato estatal traz maior confiabilidade para a sociedade, faz com que esta confiabilidade seja refletida na prática”, complementa Deyvis Marques.

O juiz Rosivaldo Toscano, do 3° Juizado da Violência Doméstica de Natal, coloca a importância do debate sobre o machismo e a conscientização das mulheres sobre seus direitos como um dos responsáveis para a maior procura da sociedade pelo Poder Judiciário. No 3° Juizado, por exemplo, em relação à estatística apresentada, houve um aumento de 43,44% no número de medidas concedidas de um ano para o outro.

“Tem havido nos últimos tempos um trabalho educativo de esclarecimento da população feminina acerca dos seus direitos e também sobre a questão da violência doméstica, muitas mulheres são vítimas e sequer sabem que estão sendo vitimadas por violência doméstica. Esse trabalho de esclarecimento, de orientação, faz com que as mulheres denunciem mais, porque estão cientes dos seus direitos e da violência que estão sofrendo”, diz o juiz Rosivaldo Toscano.

Ainda segundo o juiz Deyvis Marques, a sociedade tem demonstrado maior confiabilidade no Judiciário, pois este tem mostrado preocupação em recebê-los, “é um movimento cíclico, a sociedade nos procura porque tem confiado e refletimos nas ações esse trabalho”.

RECOMENDAMOS

ALFABETIZAÇÃO

SESI Mossoró fecha parceria na área de educação

INVESTIGAÇÃO

Polícia pega um dos suspeitos de matar moradora de rua

MODA

Desfile do SENAI fala da comunicação através da moda

LEIA NOTA

Fátima diz que respeita lei que concede 13º a deputados

NOTA DA AL

Deputados têm 13º e 1/3 de férias como todo servidor

RECONHECIMENTO

FIERN recebe prêmios por atuação na educação e cultura

É OURO

Vôlei de praia: Ana Patrícia e Rebecca levam o título

TELECOMUNICAÇÕES

Anatel inicia bloqueio de celulares irregulares no RN

comentários

ANUNCIE JÁ!

RUA DESEMBARGADOR BENÍCIO FILHO, N° 465 PETRÓPOLIS CEP: 59014-470

PABX:

2020-1200

REDAÇÃO:

2020-1200

COMERCIAL:

2020-1200

FALE CONOSCO

Nome
TELEFONE
E-MAIL