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EDUCAÇÃO

Mil potiguares se matricularam na EJA do SESI em 2018

As unidades de Natal, Mossoró e Macau ofertam a modalidade de ensino

Por Sara Rodrigues/Agência do Rádio Mais

17 de maio de 2019 | 08:39

Cerca de mil trabalhadores se matricularam em alguma etapa do ensino básico do Serviço Nacional da Indústria (SESI) no Rio Grande do Norte em 2018.

Empresas e trabalhadores têm consciência de que hoje, embora um diploma não seja imprescindível para o exercício de atividades como de pedreiro ou costureira, essa qualificação é importante para o preenchimento de cargos mais altos na indústria.

Além da modalidade tradicional de ensino básico, que vai até o terceiro ano do ensino médio, o SESI oferta a Educação para Jovens e Adultos (EJA), para aqueles que não concluíram a educação básica prevista.

Como as empresas sabem a importância dos estudos para a formação de seus trabalhadores, muitas vezes elas montam uma sala de aula em um canteiro de obras, por exemplo, ou encaminham seus funcionários para as escolas do SESI.

As aulas acontecem durante uma hora de segunda a sexta-feira. Como essas pessoas já passam o dia inteiro trabalhando, um período superior a uma hora de aula seria muito cansativo, explica a gerente de educação do SESI no estado, Ana Karenine Medina.

“Para eles, é uma coisa bem valiosa, tanto profissional quanto sentimental. Isso mexe muito com eles. Depois, os alunos sempre dão um retorno: ‘olha, eu entrei na faculdade, eu consegui uma vaga melhor no meu trabalho porque eu concluí o ensino básico no SESI’”, conta Medina.

As aulas de ensino fundamental I são realizadas presencialmente. Quando o aluno conclui essa etapa, é direcionado para um curso de inclusão digital, onde aprende a operar um computador e a utilizar o sistema de educação à distância do SESI. É por meio dessa plataforma em que o estudante realiza 80% das aulas do ensino fundamental II e do ensino médio.

Ana Karenine afirma que esse ensino tem sido um “divisor de águas no Rio Grande do Norte”. Segundo ela, os alunos têm elogiado muito a oportunidade de conhecer a tecnologia e a informática, além de voltar a estudar.

Mudança de vida
O potiguar José Daniel da Silva, 35 anos, parou de estudar no sexto ano do ensino fundamental por conta de um acidente pessoal. Quando tentou voltar a estudar, percebeu que precisava se dedicar mais ao trabalho para poder se sustentar e acabou não concluindo o ensino básico.

José Daniel conseguia bicos no comércio e sempre tentava um trabalho para conseguir dinheiro. Por muito tempo, viajava montando palcos de show e passava meses fora de casa. Em 2015, ele conseguiu emprego em uma companhia de alimentos do estado como arrumador e viu a oportunidade para ser promovido em um mural de avisos: Educação de Jovens e Adultos.

“Na época, eu não fui promovido justamente porque eu não tinha o ensino médio que a empresa exigia. Juntou uma coisa com a outra: quando eu vi essa oportunidade de ensino à distância que a empresa estava oferecendo e essa possibilidade de me classificar como operador, eu vi que a chance era essa. Então, me dediquei”, lembra.

Em média, o aluno que cursa o Ensino Fundamental II (6° ao 9° ano) à distância demora dois anos para receber o diploma. No caso do Ensino Médio, esse prazo é de aproximadamente um ano e meio.

No Rio Grande do Norte, as unidades de Natal, Mossoró e Macau ofertam a EJA. Se você tem interesse em participar, você precisa fazer a pré-matrícula no site ead.rn.sesi.org.br. Em seguida, o SESI entra em contato para que você se dirija a uma unidade levando os seguintes documentos para efetivar a matrícula: comprovante de residência, CPF e RG, Número de Inscrição do Trabalhador (NIT) (PIS/PASEP) e comprovante de escolaridade (histórico original).

Vale lembrar que, para validação do certificado de conclusão do curso pela Secretaria de Educação, a matrícula precisa ser realizada pessoalmente, assim como a apresentação dos documentos originais.

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