Cultura

TAPE PROJECT

Nascido em Natal, artista encontrou liberdade nas fitas adesivas

Ele se divide entre o próprio negócio publicitário e projeto artístico

Por Guilherme Arnaud

1 de março de 2019 | 13:41

Foto: Divulgação

Em 1995, a mãe de Daniel Moreno teve que se mudar de Natal para São Paulo. Por consequência, o jovem natalense saiu da capital potiguar ainda engatinhando no desenvolvimento urbano para uma megalópole frenética.

Lá, ele terminou o segundo grau – atual ensino médio – e decidiu cursar publicidade. “Sempre desenhei e gostava muito. Fui fazer publicidade porque pensei que tinha essa possibilidade de desenhar”, ele explica.

Passou por instituições renomadas, como a Escola Panamericana de Artes e Design e a Escola de Artes Visuais de Nova Iorque, nos Estados Unidos.

Na capital paulista, Moreno trabalhou por mais de dez anos em agências de publicidade, sempre atuando com desenhos. No entanto, preferiu buscar novos ares e mais liberdade. Com isso, deixou os trabalhos de agências, em 2011, e juntou-se a um sócio para fundar o próprio negócio, o Estudiorama.

“Já não aguentava mais a rotina de agência. A gente montou o estúdio para fazer o que já fazíamos antes, mas com mais qualidade de vida e mais tempo disponível”, ele conta.

O Estudiorama ganhou reconhecimento internacional – foi premiado com 22 Leões, no Festival de Cannes, na França, 3 Prêmios Internacionais de Londres (London International Awards), entre outras premiações por trabalhos com trabalhos para clientes como Havaianas, Volkswagen, Greenpeace, Bayer, Museu de Artes de São Paulo, Aspirina, Pedigree, McDonald’s, BandSport, entre outros.

Mesmo com o negócio próprio, Moreno ainda não se sentia livre o bastante. Dessa forma, em 2014 começou a experimentar trabalhos autorais com diversos materiais e suportes.

Foram as fitas adesivas que tiveram a vez no Tape Project, que dá um novo olhar a diversas formas utilizando fitas isolantes, silvertape, entre outros tipos, com uma técnica conhecida como “tape art” (arte com fitas, em português), criada nos anos 1970.

“No começo dos anos 2000, fui a uma exposição e vi um trabalho com essa técnica. Achei muito interessante e resolvi experimentar com ela”, afirma. “Comecei fazendo os cangaceiros. Depois fiz quadros que têm a ver com tatuagens, retratos de pessoas… Quis experimentar tudo”, aponta Moreno.

O projeto já teve exposições individuais no Brasil, Espanha e Suécia, além de ter produzido trabalhos nas ruas da França, Alemanha, Áustria, Dinamarca, Nepal e Índia. Hoje em dia, ele se divide entre o Estudiorama e os quadros do Tape Project em seu ateliê.

Atualmente, ele volta às origens no trabalho autoral e na vida – busca elementos da cultura, história e geografia nordestina para seus quadros. “Estou voltando para essa temática porque é o que eu mais me identifico”, revela.

Para conferir o trabalho de Daniel Moreno, acesse o site www.thetapeproject.com.br ou o Instagram @TapeProject. Veja alguns dos trabalhos do projeto:

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

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